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	<title>Prática &#187; UGC</title>
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	<description>O blog da desta.ca. Uma conversa constante sobre web 2.0, negócios, criação e tecnologia.</description>
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		<title>Brasigo &#124; Novo site de perguntas do Manoel Lemos</title>
		<link>http://prati.ca/2008/04/01/brasigo-novo-site-de-perguntas-do-manoel-lemos/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 03:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<description><![CDATA[Manoel Lemos não é só um cara que consegue fazer sozinho uma startup como o blogblogs decolar. É também um cara que consegue trabalhar em duas startups ao mesmo tempo!
Ele acaba de lançar um novo empreendimento, o Brasigo. O site &#8220;está nascendo com um serviço de perguntas e respostas, mas logo contará com outros divertidos serviços&#8221;, diz ele.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.brasigo.com.br/"><img class="alignleft size-full wp-image-458" title="brasigo_logo" src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2008/04/brasigo_logo.gif" alt="brasigo logo" width="292" height="95" /></a><a href="http://manoellemos.com/">Manoel Lemos</a> não é só um cara que consegue fazer sozinho uma startup como o <a href="http://blogblogs.com.br/">blogblogs</a> decolar. É também um cara que consegue trabalhar em duas startups ao mesmo tempo!</p>
<p>Ele acaba de lançar um novo empreendimento, o <a href="http://www.brasigo.com.br">Brasigo.</a> O site &#8220;está nascendo com um serviço de perguntas e respostas, mas logo contará com outros divertidos serviços&#8221;, diz ele.</p>
<p>O site ainda está em private-beta, porque ainda não está pronto para receber o público, mas eu já pude dar uma espiadinha. O design de interface está muito bem resolvido, parece ser bem fácil de usar. Não sabemos se a empreitada recebeu investimento externo ou se os desenvolvedores estão começando na raça.</p>
<p>Algo novo entre os serviços brasileiros, o brasigo usa OpenID, que vem sendo cada vez mais utilizado e apoiado. Espero que o serviço seja bem sucedido e que eles encontrem uma maneira para concorrer frente a frente com o Yahoo Respostas, que é um retumbante sucesso do gigante e parece já ter pegado bem no Brasil.</p>
<p>Parabéns Manoel!</p>
<p><a href="http://www.brasigo.com.br/"><img class="alignnone size-medium wp-image-459" title="brasigo" src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2008/04/brasigo-400x352.gif" alt="brasigo screenshot" width="400" height="352" /></a></p>
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		<title>Receitaculo.com é site de receitas feito pelos usuários.</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 19:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sites de receitas estão entre os mais acessados no Brasil. Sites de conteúdo gerado pelo usuário são muito bem recebidos no Brasil. A oportunidade era óbvia: um site de receitas culinárias geradas pelo usuário. É o receitáculo.com, projeto da dupla Alessandro Stormovski da Silva (tecnologia) e Maicon Sanson Penna (design).
Eu conversei com o Maicon sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sites de receitas estão entre os mais acessados no Brasil. Sites de conteúdo gerado pelo usuário são muito bem recebidos no Brasil. A oportunidade era óbvia: um site de receitas culinárias geradas pelo usuário. É o <a href="http://www.receitaculo.com">receitáculo.com</a>, projeto da dupla Alessandro Stormovski da Silva (tecnologia) e Maicon Sanson Penna (design).</p>
<p>Eu conversei com o Maicon sobre o site e suas expectativas são animadoras: &#8220;A nossa expectativa é que as pessoas se sintam motivadas e comecem a cozinhar ou se interessar mais por culinária. Que dêem a cara para bater e estimulem a percepção criativa, comecem a produzir receitas que não estejam em nenhum outro site e se relacionem lá dentro com os outros membros.&#8221;</p>
<p>Sobre a concorrência com os sites já estabelecidos, ele espera dar uma sacudida no mercado: &#8220;É um caminho difícil e trabalhoso mas é claro que queremos virar referência quando se trata de receitas online. Tanto para quem quer procurar quanto para quem quer produzir. E isso em todos os níveis, desde iniciantes até os verdadeiros Chefs.&#8221;</p>
<p>O site é bem produzido e seguiu a receita dos bons sites colaborativos direitinho. O que achei mais interessante é a &#8220;hierarquia&#8221; (eu daria outro nome) que eles criaram, para estimular a participação. O usuário recém cadastrado é um descascador de batatas, conforme ele vai participando do site, vai subindo na hierarquia até tornar-se um <em>officiel de bouche</em>.</p>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2008/02/receitaculo-ilustracoes.png" alt="receitaculo-ilustracoes.png" /></p>
<p>É um projeto criativo, bem produzido, bem planejado&#8230; enfim, tem tudo para dar certo. Seja através da veiculação de banners ou da venda do site para grandes portais, assim que o site tiver uma quantidade bacana de usuários eu acredito que será uma boa fonte de renda para o Maicon e o Alessandro. Parabéns aos dois!</p>
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		<title>RadarCultura &#124; Co-Criação online de programa de Rádio</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 20:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<description><![CDATA[O digg.com tem um mérito muito importante: inventar (até onde sei) o jeito mais fácil de se votar do mundo: se você gosta, aperta o botão &#8220;gostei&#8221;, se não gosta, não faz nada. Aproveitando essa maneira de participação simples, Juliano Spyer elaborou para a Rádio Cultura AM um site colaborativo para co-criar dia-a-dia um programa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O digg.com tem um mérito muito importante: inventar (até onde sei) o jeito mais fácil de se votar do mundo: se você gosta, aperta o botão &#8220;gostei&#8221;, se não gosta, não faz nada. Aproveitando essa maneira de participação simples, Juliano Spyer elaborou para a Rádio Cultura AM um site colaborativo para co-criar dia-a-dia um programa de Rádio, o <a href="http://www.radarcultura.com.br/">RadarCultura</a>.</p>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/12/radarcultura.jpg" alt="radarcultura.jpg" /></p>
<p>Lá os ouvintes &#8211; que agora transformaram-se também em produtores &#8211; colaboram nas três áreas do site: música, podcast e conversa.   A comunidade escolhe novas músicas e vota nas melhores, que tocarão no próximo programa; envia podcasts que podem ser ouvidos, votados e comentados no próprio site; e também pautas e assuntos que podem ser discutidos e abordados no programa na rádio.</p>
<h4>Inspiração e  criatividade.</h4>
<p>Juliano, que já tem a experiência de ter criado as comunidades <a href="http://www.leialivro.sp.gov.br/">leia livro</a> e <a href="http://www.vivasp.com/">viva são paulo</a>, ambas também com parcerias com rádio e entidades do governo, inspirou-se em <a href="http://www.naozero.com.br/radio+colaborativa+publica">iniciativas similares</a> que deram certo no exterior.</p>
<p>Como <a href="http://desta.ca/pratica/2007/08/02/clones-e-criatividade/">já dissemos aqui</a>, não importa muito se um site &#8220;clona&#8221; funcionalidades de outro site, como neste caso o digg. O que realmente importa é a criatividade do projeto de maneira geral.</p>
<p>E é aí que o RadarCultura aparece como algo totalmente inovador. Seria muito fácil copiar um sistema de co-criação para camisetas, no caso o threadless ou o camiseteria, mas criar um sistema de co-criação de programa de rádio aproveitando a inteligência coletiva não é nada fácil.</p>
<h4>Sair da zona de conforto e se submeter a uma coisa nova.</h4>
<p>Juliano conta um pouco sobre <a href="http://www.naozero.com.br/radar+primeiro+teste">como foi a experiência</a>:</p>
<blockquote><p>Logo no começo, achei que fazer a equipe comprar a idéia seria o maior desafio, porque significa sair da zona de conforto e se submeter a uma coisa nova. E no meio disso surge a discussão sobre a competência do amador para tomar decisões. Mas fui notando que várias pessoas compraram a idéia com entusiasmo e estão apostando nisso. E elas hoje me explicaram o por que inclusive da emoção de várias delas.</p></blockquote>
<p>A integração entre as mídias Rádio AM e Internet Colaborativa é realmente muito curiosa. A primeira tendo uma cara de coisa do tempo do meu avô, e a segunda parecendo ser a vanguarda, o que há de mais novo e jovem. Embora o Viva São Paulo já tenha sido uma boa experiência desse tipo de cross media, será interessante ver o resultado prático desta mistura no caso do RadarCultura.</p>
<p>Parabéns ao Juliano e à Rádio Cultura AM pelo excelente trabalho.</p>
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		<title>Social blogging é o futuro das publicações pessoais</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 02:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alex Iskold fez uma postagem no Read/Write Web falando sobre uma evolução que estaria acontecendo no mundo da publicação pessoal. Ele divide esta história assim:
Websites. Pré-história da publicação pessoal, quando era preciso saber html para ter um site.
Blogs e diários online. Eles funcionaram por dois motivos: 1) A ordem cronológica das informações facilitam ao usuário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alex Iskold fez <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/the_evolution_of_personal_publ.php">uma postagem</a> no Read/Write Web falando sobre uma evolução que estaria acontecendo no mundo da publicação pessoal. Ele divide esta história assim:</p>
<p><strong>Websites. </strong>Pré-história da publicação pessoal, quando era preciso saber html para ter um site.</p>
<p><strong>Blogs e diários online.</strong> Eles funcionaram por dois motivos: 1) A ordem cronológica das informações facilitam ao usuário perceber quando há conteúdo novo e acompanhar. 2) Seu sistema tornou mais fácil para uma pessoa publicar conteúdo na internet.</p>
<p><strong>Redes Sociais.</strong> As comunidades focam nas interações entre as pessoas, mas tornaram ainda mais fácil criar conteúdo online. Muitas pessoas que antes se relacionavam através de blogs e fotologs migraram para o orkut, myspace, etc.</p>
<p><strong>Microblogging / Social blogging. </strong>Enquanto o blog como diário é uma coisa do passado, serviços como o twitter e o tumblr estão tendo cada vez mais sucesso. Um scrap no orkut não serve para falar para todos os seus amigos sobre como foi (ou está sendo) uma balada, ou sobre um pensamento que lhe ocorreu. O blog por outro lado é muito pesado, &#8220;exige&#8221; que se escreva um artigo. O microblogging veio como um meio termo. É social mas mantém a maneira de se produzir conteúdo (organizado de maneira cronológica e para todos) que havia no blog.</p>
<h4>Como devem evoluir as comunidades.</h4>
<p>Penso que as comunidades vão amadurecer ao ponto de se tornarem maneiras interessantes de se produzir conteúdo online ao mesmo tempo que gerar relacionamento. É mais ou menos o que acontece em um barcamp, não é? Todos conversam, fazem amigos, e geram conteúdo tanto individual quanto coletivamente.</p>
<p>É nesse sentido que vai o <a href="http://outrolado.com.br">outrolado</a>, a comunidade que nós da desta.ca criamos em parceria com o webinsider. Não é uma ferramenta de blogging, onde cada um tem sua área &#8220;isolada&#8221; para criar seu conteúdo. Nem é uma comunidade voltada apenas para o relacionamento. É uma mistura das duas coisas.</p>
<h4>Então, é o fim dos blogs?</h4>
<p>Os blogs não devem ser substituidos pelo social blogging. Mas há uma diferença clara entre as duas linguagens. Blogs são sistemas mais poderosos, geram conteúdo rico (podem publicar virtualmente qualquer tipo de conteúdo), são individuais/pessoais/independentes. Social blogging tem uma natureza diferente, são sistemas mais leves e que dão menos possibilidades de personalização, geram conteúdo mais ou menos padronizado (o twitter tem limite de caracteres, o outrolado não exibe vídeos, etc) e o conteúdo é social.</p>
<p>Não cairemos no erro de dizer que uma coisa matará outra. Mas não tenho dúvidas de que o social blogging é uma nova e diferente maneira coletiva de produzir conteúdo e trará ainda boas surpresas. Assim como o blog começou como uma coisa imatura, para adolescentes e amadureceu para verdadeiras ferramentas para gerar conteúdo independente e relevante, o social blogging deverá amadurecer para algo muito mais interessante do que vemos hoje.</p>
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		<title>Na última versão do Firefox, o novo Gmail não trava mais.</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 03:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu fiquei realmente empolgado com a nova versão do Gmail. Porém, desde que surgiu, meu firefox começou a travar sem parar &#8211; justamente ao usar o Gmail.
Fiquei num beco sem saída: Usar o Gmail novo era terrivelmente irritante porque o firefox travava, no entanto, voltar para a versão antiga era também irritante porque comparando com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/11/gmail.jpg" alt="gmail.jpg" class="alignleft" />Eu fiquei <a href="http://desta.ca/pratica/2007/11/07/gmail-20-o-computador-novo-que-o-google-me-deu/">realmente empolgado</a> com a nova versão do Gmail. Porém, desde que surgiu, meu firefox começou a travar sem parar &#8211; justamente ao usar o Gmail.</p>
<p>Fiquei num beco sem saída: Usar o Gmail novo era terrivelmente irritante porque o firefox travava, no entanto, voltar para a versão antiga era também irritante porque comparando com a nova esta era muito lenta. Na dúvida entre as duas irritações, eu fiquei com os travamentos (que acontecem na versão 2.0.0.9 do Firefox, tanto no Windows XP quando no Ubuntu).</p>
<h4>Última versão do Firefox resolve o problema.</h4>
<p>Agora a pouco, procurando uma resposta no <a href="http://groups.google.com/group/Gmail-ABCs/browse_thread/thread/f61c8e9381a75abb/1d9f407d20ee974c">Grupo do Gmail</a>, encontrei uma <a href="http://groups.google.com/group/Gmail-ABCs/msg/7534f13841bcb595">mensagem</a> de um brasileiro, Aleagi, que disse que ao instalar a <a href="ftp://ftp.mozilla.org/pub/firefox/nightly/2.0.0.10-candidates/rc1/firefox-2.0.0.10.pt-BR.win32.installer.exe">versão 2.0.0.10 RC1 do Firefox</a>, &#8220;seus problemas terminaram&#8221;. Testei e funcionou! Valeu Aleagi!</p>
<h4>Comunidade-Suporte é mais competente que suporte tradicional.</h4>
<p>Enquanto o  suporte do Google, presente no grupo, só disse que era preciso esperar que a migração da interface antiga para a nova fosse terminada e que não havia qualquer solução à vista, um usuário simplesmente achou a solução e resolveu o problema. Aliás se alguém até aqui ainda tinha dúvidas sobre o uso de fóruns abertos para suporte em vez de responder usuário por usuário, este é mais um caso a favor da comunidade-suporte.</p>
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		<title>O potencial da web 2.0 de mudar o mundo.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 03:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<description><![CDATA[Reproduzo abaixo alguns trechos de uma brilhante reflexão de Antonio Martins para a Le Monde Diplomatique, chamada Muito Além de Gutemberg.
O Artigo fala sobre como os sites colaborativos, a blogosfera e as redes sociais na internet têm um enorme potencial para transformação o mundo, ao democratizarem o diálogo e a produção de conteúdo e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzo abaixo alguns trechos de uma brilhante reflexão de Antonio Martins para a <em>Le Monde Diplomatique</em>, chamada <a href="http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1975">Muito Além de Gutemberg</a>.</p>
<p>O Artigo fala sobre como os sites colaborativos, a blogosfera e as redes sociais na internet têm um enorme potencial para transformação o mundo, ao democratizarem o diálogo e a produção de conteúdo e de discursos e narrativas próprias da sociedade.</p>
<h4>Uma utopia: viver de blog sem ser caça-paraquedista.</h4>
<p>O autor propõe que, a partir de uma política que democratize os gastos do governo com mídia, no mínimo igualando aquilo (bilhões) que ele gasta com as grandes corporações com o que investe na mídia independente, produtores de cultura &#8211; como blogueiros ou músicos &#8211; poderiam viver de seu trabalho sem precisar negociar com o mercado. Desta maneira, por exemplo um blogueiro poderia viver do seu blog sem precisar ser um caça-paraquedistas, e escrever para seus leitores em vez de precisar escrever para o google.</p>
<h4>Abre aspas:</h4>
<p>&#8220;A convergência digital, a blogosfera e a comunicação compartilhada não ameaçam apenas a oligarquia da mídia corporativa. Também requerem um novo projeto para democratizar o jornalismo, e outros mecanismos para remunerar os produtores culturais.</p>
<p>Nos últimos anos, graças a certas ferramentas tecnológicas, mas especialmente a algumas mudanças de paradigma, os antigos conceitos de liberdade de informação e propriedade intelectual estão sendo superados. Em seu lugar, surgem idéias como comunicação compartilhada, inteligência coletiva, fim da passividade do receptor, direito à intercomunicação.</p>
<p>Essas mudanças têm enormes repercussões em nossa vida social, econômica, política e simbólica. Estão, por sua vez, relacionadas a sinais de que uma outra lógica de organização das sociedades – capaz de superar a que está baseada no lucro e na competição – é possível e necessária. [...]</p>
<h4>Como remunerar o trabalho do artista?</h4>
<p>Se queremos que as obras culturais circulem e sejam apropriadas e recriadas por todos; se queremos fazer de cada ser humano um criador cultural, como remunerar o trabalho do artista? Como permitir que, sendo livre seu trabalho, possa ele alimentar-se, vestir-se, habitar, viajar, equipar-se – em suma, satisfazer suas múltiplas necessidades e desejos.[...]</p>
<p>No entanto, dois fatores combinados têm servido como uma contra-tendência formidável, que questiona a própria idéia de mercantilização da produção simbólica. A primeira é tecnológica: a internet começou, a vários anos, a erodir a receita da indústria cultural. Primeiro, veio o compartilhamento de música, sem contrapartida financeira. Depois – e ainda mais interessante e transformador – surgiram as possibilidades não apenas de trocar o que já está pronto, mas de criar em conjunto, a partir de múltiplos pontos do planeta.</p>
<p>Já não somos o que somos, mas o que compramos. O mais interessante é que surgem, em paralelo, alternativas. Afirma-se a lógica dos direitos. Debate-se, nos Fóruns Sociais, a idéia de que certos bens e serviços, necessários para assegurar vida digna, devem ser oferecidos a todos os seres humanos do planeta, independentemente de sua capacidade de pagar por eles. Acesso à terra, água potável, eletricidade, renda básica da cidadania, saúde de qualidade, educação, internet, bens culturais.</p>
<h4>O fim do oligopólio das narrativas e discursos</h4>
<p>É precisamente nesse contexto que surgem o direito à intercomunicação, a inteligência coletiva, o fim da passividade do receptor, o conhecimento livre. Graças à tecnologia — mais especialmente à busca de um mundo organizado segundo uma nova lógica social —, está se esfacelando um dos grandes instrumentos de dominação da era capitalista: o oligopólio das narrativas e discursos.</p>
<h4>Como novos nós, sites colaborativos põem ordem no caos multifônico.</h4>
<p>A mudança de paradigma, extremamente positiva, cria dois problemas complexos. O primeiro é a necessidade de recriar espaços públicos de debate, para evitar que a multiplicação dos produtores de conteúdo gere apenas um caos multifônico. O fato de cada ser humano ser um produtor de narrativas e discursos não deve significar que cada um se satisfaça consigo mesmo e dispense o diálogo. Nesse caso, estaríamos diante de uma nova forma de incomunicação e alienação.</p>
<p>Para evitar o risco, é importante criar outros nós na grande rede, certos lugares onde os produtores de símbolos se encontram, se reconhecem e estabelecem trocas. Isso não se faz de forma piramidal, nem com base em relações mercantis, nem sob a batuta de um editor todo-poderoso – mas a partir de recortes e pontos de vista compartilhados por uma comunidade.</p>
<p>No Brasil, um exemplo desbravador é o site de jornalismo cultural Overmundo. Centenas de leitores, muitos dos quais mantêm seus próprios blogs, ou produzem vídeo ou áudio – ou seja, já são produtores de conteúdo cultural – sentem-se atraídos para contribuir também para o Overmundo. Por que surgiu um nó, onde é possível estabelecer diálogos mais amplos.</p>
<h4>Produzir comunicação, cultura ou arte não deve ser algo que dependa de remuneração</h4>
<p>O segundo grande desafio é o da remuneração e sobrevivência dos novos produtores de símbolos. De certa maneira, a liberdade de conhecimento e de produção cultural é profundamente utópica, no melhor sentido do termo: o de antecipar um futuro possível. Ela aponta para a possibilidade da desmercantilização mais radical: a do próprio trabalho humano.</p>
<p>Produzir comunicação, cultura ou arte não deve ser algo que dependa de remuneração, mas um prazer e algo inerente à própria condição humana. Outras atividades, cada vez mais numerosas, deveriam ter o mesmo status: cuidar da natureza, educar as crianças, mostrar nossa cidade a visitantes que não a conhecem.</p>
<p>No caso de muitas outras atividades, o desenvolvimento da tecnologia poderia ser visto como um alívio, não como um drama. [...] A condição é nos dispormos a imaginar a ultrapassagem da sociedade-mercadoria e do trabalho-mercadoria. Uma decisão-chave é reconhecer que, na época em que vivemos, a garantia de uma vida digna não pode mais estar associada a um emprego remunerado.</p>
<p>Isso exige, ao mesmo tempo, imaginar e testar desde agora novas relações. Se o trabalho necessário para produzir Overmundo é remunerado graças ao apoio de uma empresa pública, mediante patrocínio, devemos ter a ousadia de debater com a sociedade que se trata de uma relação muito mais avançada que vender o conteúdo do site aos que podem pagá-lo.</p>
<h4>Produtores de conteúdo mantidos pelo estado.</h4>
<p>Os caminhos para incentivar essa mudança são diversos – e sempre desconcentradores. Ao contrário do que ocorre na comunicação de massas, é possível produzir grandes saltos com pouquíssimos recursos. E, nesse caso, cada passo pode ser replicado em todo o país, gerando também efeitos sociais transformadores.</p>
<p>Seria possível, por exemplo, multiplicar o número de produtores de conteúdo oferecendo bolsas àqueles cuja ação é reconhecida por suas comunidades – territoriais ou virtuais – como promotora de formação e informação. Isso incluiria blogueiros, produtores de vídeos, músicos que produzem de forma compartilhada, fotógrafos. Os beneficiados pela bolsa teriam como responsabilidade aprender continuamente novas técnicas, e transmiti-las na comunidade.</p>
<h4>É hora de assumir os compromissos</h4>
<p>Os movimentos de grandes mudanças são sempre instantes de dor e delícia. Nas sociedades pós-modernas, as sociedades do conhecimento, é justamente no território da criação coletiva e circulação do conhecimento que estão se multiplicando os sinais de uma nova lógica social possível. É hora de fazer um pacto simultâneo com a vida e a utopia. É hora de assumir os compromissos de refletir permanentemente sobre a possibilidade dessa lógica, e de agir para torná-la real.&#8221;</p>
<p><a href="http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1975">Leia aqui o artigo completo.</a></p>
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		<title>Google deve abrir seu Grafo Social em 5 de Novembro!</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Sep 2007 19:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminei o artigo de ontem, sobre a abertura do Grafo Social, dizendo que &#8220;O Google em especial, se leva a sério sua preocupação com o usuário e sua relação com a cultura livre, deve dar boa atenção a este assunto.&#8221;  Parece que foi uma profecia que se realizou mais cedo do que eu esperava.
Acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei o artigo de ontem, sobre <a href="http://desta.ca/pratica/2007/09/21/o-que-e-grafo-social-e-quem-pode-controla-lo/">a abertura do Grafo Social</a>, dizendo que &#8220;O Google em especial, se leva a sério sua preocupação com o usuário e sua relação com a cultura livre, deve dar boa atenção a este assunto.&#8221;  Parece que foi uma profecia que se realizou mais cedo do que eu esperava.</p>
<p>Acontece que Brad Fitzpatrick, que citamos como sendo um dos mentores do movimento de abertura  do Grafo Social, era arquiteto chefe da Six Apart, mas desde Agosto é empregado do Google. Isso não diz tudo?</p>
<p><strong>A reunião super secreta.</strong></p>
<p>Segundo <a href="http://www.techcrunch.com/2007/09/21/google-to-out-open-facebook-on-november-5/">Michael Arrinton</a>, em uma reunião super secreta &#8211; mas não tão secreta que ele não pudesse saber um bocado a respeito &#8211; no Google, com os principais luminares da indústria, foram acertados os detalhes dos planos da empresa de abrir os seus dados sociais, com a intenção principal de vencer o Facebook.</p>
<p><strong>Remember, remember, the 5th of november.</strong></p>
<p>Segundo o blogueiro, dia 5 de novembro o Google vai anunciar um novo conjunto de APIs que vão permitir que desenvolvedores utilizem os dados do Grafo Social do Google. Eles vão começar com o Orkut e iGoogle, e expandir a abertura dos dados a partir daí para incluir o Gmail, Google Talk e outros serviços.</p>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/09/gluey.png" alt="gluey.png" class="alignleft" /><strong>Há um perigo, mas  Brad Fitzpatrick está no comando.</strong></p>
<p>Como dissemos no <a href="http://desta.ca/pratica/2007/09/21/o-que-e-grafo-social-e-quem-pode-controla-lo/">artigo anterior</a>, deixar que uma empresa privada controle o Grafo Social é muito perigoso. No entanto, dizem que Brad Fitzpatrick estaria no comando do trabalho no Google, o que é um ótimo sinal, desde que ele siga seus próprios preceitos.</p>
<p><strong>GoogleID não! OpenID! </strong></p>
<p>Como pai do OpenID, Brad sabe que, da mesma forma que com a identidade virtual das pessoas, o Grafo Social não pode ser controlado por uma empresa. Não precisamos de um GoogleID, precisamos de algo como o OpenID, que é mantido por uma entidade sem fins lucrativos. Da mesma forma, esperamos que o Grafo Social seja o mais aberto e livre possível.</p>
<p><strong>Oportunidades incríveis no mercado brasileiro</strong></p>
<p>Dizem que no Brasil, estar na Internet significa: MSN e Orkut. Observe as lanhouses e os computadores do Macdonalds &#8211; geralmente quase todos estão no orkut. Agora, com a API do orkut e todos estes dados disponíveis, imagine a quantidade de oportunidades que surgem para novos softwares sociais&#8230; Imaginou? E ainda está aí parado?! :)</p>
<p>Sem dúvida, com o novo padrão aberto, as tantas comunidades que já existem terão que escolher entre se adaptar ao padrão ou serem abandonadas.</p>
<p>Aqui vale uma das <a href="http://desta.ca/pratica/2006/12/12/regras-que-definem-a-web-20/">regras básicas da Web 2.0</a>, a da <em><a href="http://desta.ca/pratica/2006/12/12/lei-da-conservacao-dos-lucros/">A Lei da Conservação de Lucros</a>, </em>como explica O&#8217;Reilly<em>: &#8220;</em>Lembre-se de que em um ambiente de rede, APIs abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a idéia de vantagem competitiva vá embora.<em>&#8220;</em></p>
<p><strong>Mas não é somente dinheiro.</strong></p>
<p>Na minha opinião, este é um momento histórico. A abertura do Grafo Social e as diversas maneiras como ele será aproveitado pelos desenvolvedores devem mudar radicalmente no futuro a maneira como nós nos relacionamos. Isto é: vai mudar o mundo!</p>
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		<title>O que é grafo social e quem pode controlá-lo?</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 18:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas Redes Sociais vale a regra do bar: não importa muito a qualidade do bar em si, importa mais se meus amigos estão lá ou não.
Mas imagine se, depois de seus amigos começarem a se encontrar em um certo bar, este estabelecimento fosse dono do direito do grupo se conhecer e se reunir em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas Redes Sociais vale a regra do bar: não importa muito a qualidade do bar em si, importa mais se meus amigos estão lá ou não.</p>
<p>Mas imagine se, depois de seus amigos começarem a se encontrar em um certo bar, este estabelecimento fosse dono do direito do grupo se conhecer e se reunir em um lugar? Se fosse terrivelmente difícil para o grupo se encontrar em outro lugar? E se este bar começasse a servir cerveja quente e vocês não pudessem se encontrar em um que tem cerveja gelada?</p>
<p>Nas redes sociais online é isso que acontece. <a href="http://bradfitz.com/social-graph-problem/">Brad Fitzpatrick</a>, criador do OpenID, e <a href="http://www.sixapart.com/about/news/2007/09/were_opening_th.html">David Recordon</a>, da Six Apart, estão leventando a discussão sobre isso, com propostas bem concretas. Segundo eles, o Grafo Social deve ser aberto.</p>
<p><strong>O que é Grafo Social.</strong></p>
<p><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5b/6n-graf.svg/250px-6n-graf.svg.png" alt="grafo social" class="alignleft" />Em matemática, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_grafos">grafo é um conjunto</a> de pontos conectados por linhas (como na ilustração ao lado). Grafo é uma abstração utilizada para modelar a relação entre coisas.</p>
<p>Esta teoria é também utilizada para relacionar as pessoas em uma rede social. A minha rede social é o conjunto de pessoas às quais eu estou relacionado de alguma forma. Segundo Brad Fitzpatrick, o &#8220;Grafo Social é um mapa global de todas as pessoas e como elas estão relacionadas&#8221;.</p>
<p>O problema dos sites sociais é que não existe um só grafo social, existe um no orkut, outro no flickr, outro no twitter, outro no facebook&#8230;</p>
<p><strong>Quem é dono da sua rede social?</strong></p>
<p>No orkut, por exemplo, há uma lista de 100 pessoas que eu conheço. Como eu não aceito no orkut ninguém que eu não conheça, estes 100 são todos amigos meus. Essa lista de pessoas que eu conheço foi criada dentro do Orkut, mas fui eu que a criei. Eu não deveria ser dono dela, ou pelo menos ser livre para poder utilizá-la como quisesse?</p>
<p>Ser dono da sua rede social significa poder, com um clique, utilizar essas informações em qualquer programa, não somente no Orkut. Isto é, sua rede social deve ser portável. Mais do que portável, a rede social deve ser livre (no mesmo sentido de liberdade usado em &#8220;software livre&#8221;).</p>
<p><strong>Manifesto do Grafo Social Livre</strong></p>
<p>A idéia é criar um padrão para o grafo social, como há com o RSS e ATOM para distribuição de conteúdo. Esta é a proposta de David Recordon a respeito da abertura do Grafo Social:</p>
<blockquote>
<ul>
<li>Você deveria ser dono da sua rede social</li>
<li> Privacidade deve ser levada a sério, deixando o controle nas suas mãos.</li>
<li> É bom ser capaz de encontrar aquilo que já é público sobre você na internet.</li>
<li> Todo mundo tem várias redes sociais, e elas não precisam estar sempre conectadas.</li>
<li> Tecnologias abertas são os melhores meios para se resolver estes problemas.</li>
</ul>
</blockquote>
<p><strong>Importar contatos de email é muito perigoso.</strong></p>
<p>Há pouco tempo atrás nós vimos a via6 passando por <a href="http://ladybugbrazil.blogspot.com/2007/08/via6-e-as-questes-de-usabilidade.html">problemas sérios</a> por causa de convites enviados indevidamente para todos os contatos das pessoas.</p>
<p>Há várias redes sociais que tentam importar seus contatos de email e adicioná-los. Isso é muito perigoso. No caso do gmail, por exemplo, o mesmo login e senha dá acesso não somente ao seu e-mail (que já tem informações confidenciais suficientes para você não dá-lo a ninguém), mas também aos documentos no google docs, às estatísticas do seu site no google analytics, etc&#8230;</p>
<p>Importar contatos de email é um péssima solução para a portabilidade da sua rede social.</p>
<p><strong>O ideal é que haja uma solução livre.</strong></p>
<p>O maior diferencial competitivo entre uma rede social e outra é o seu grafo social. Informação é poder. Controlar os dados do grafo social é o sonho de qualquer empresa. No entanto, é muito perigoso deixar algo tão importante nas mãos de uma empresa privada, cujo objetivo final é ganhar dinheiro.</p>
<p>Assim como o <strong><a href="http://openid.net/">OpenID</a></strong> busca resolver o problema de identidade online de maneira aberta, para que nenhuma empresa tenha o controle sobre isso e também para evitar que você precise criar um novo login e senha (ou seja, uma nova identidade) para cada serviço que você entrar, a idéia é criar uma solução livre que te dê o controle sobre sua rede social.</p>
<p><strong>Os objetivos do movimento.</strong></p>
<p>De acordo com Brad Fitzpatrick, os objetivos do movimento de abertura do grafo social são os seguintes:</p>
<p><strong>1. Tornar o Grafo Social um recurso comunitário,</strong> utilizando informações de diversos sites sociais, mas descentralizando o controle, de maneira a não depender de nenhuma empresa, e sem deixar que qualquer empresa seja dona do grafo.</p>
<p><strong>2. Para desenvolvedores,</strong> uma API do grafo social deve fornecer dados como:</p>
<p>a) Equivalência da identidade: &#8220;@gilbertojr&#8221; no twitter é o mesmo que &#8220;Gilberto Alves Jr&#8221; no Orkut, que é o mesmo que&#8230;</p>
<p>b) Todas as relações entre cada pessoa, quem é amigo de quem, etc&#8230;</p>
<p>c) Controle sobre quem é amigo de quem e onde &#8211; exemplo: &#8220;gilbertojr&#8221; é amigo de &#8220;fulano&#8221; no facebook, de &#8220;ciclano&#8221; no orkut&#8230;</p>
<p>d) Mostrar amigos que estão em uma determinada rede, mas estão faltando em outra.</p>
<p><strong>3. Para o usuário final.</strong></p>
<p>a) Quando um usuário se identificar em uma rede social (ideal, mas não necessariamente através do OpenID), deveria ver uma mensagem assim &#8220;Oi, nós percebemos através de informações públicas de outros lugares que você já tem 28 amigos usando esta rede social. Estes amigos estão relacionados abaixo, junto com o motivo pelo qual recomendamos eles (quais nomes eles usam em outras redes sociais). Quais deles você quer que sejam seus amigos aqui?&#8221;</p>
<p>b) Dar ferramentas para que o usuário controle suas redes sociais, sincronizando umas com as outras e controlando quais informações aparecem para quem.</p>
<p>c) Transformar o grafo social de cada usuário em um documento tão portável quando qualquer outro em um computador. (sem jamais usar o termo técnico &#8220;grafo social&#8221; com o usuário final).</p>
<p><strong>Conclusão.</strong></p>
<p>Esse assunto é realmente fascinante. Eu penso que no futuro as empresas perceberão que têm muito mais a ganhar com a abertura deste tipo de dado do que a perder. O Google em especial, se leva a sério sua preocupação com o usuário e sua relação com a cultura livre, deve dar boa atenção a este assunto.</p>
<p>Então, o controle sobre a rede social deixará de ser o grande diferencial entre uma rede e outra, e o que vai realmente importar não será se meus amigos estão ou não neste bar, mas a qualidade do bar em si. Será possível tomar a cerveja gelada deste bar, comer os salgadinhos do outro, ouvir a música de um terceiro, tudo isso ao mesmo tempo, junto com seus amigos.</p>
<p>Será absolutamente fácil transportar meus contatos entre um e outro software social. Com este tipo de abertura e a competição no nível do produto em si, todos temos muito a ganhar.</p>
<p>Como disse <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/social_graph_concepts_and_issues.php">Alex Iskold</a>, do blog Read Write Web, a questão parece simples na superfície, mas há uma quantidade gigantesca de trabalho para fazer isso acontecer realmente. E este é um trabalho da comunidade de software livre que deve ter um impacto gigantesco na história da humanidade e na maneira como as pessoas se relacionarão daqui pra frente.</p>
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		<title>Microsoft faz campanha UGC em parceria com Camiseteria</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 04:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Office 2007 tem tantos, mas tantos recursos, que daria pra fazer um blog só com dicas mais ou menos inúteis (e bastante criativas) de como explorar o pacote. E fizeram. O blog Ócio 2007 é um blog da Microsoft sobre o Office 2007, no qual uma equipe de jornalistas, blogueiros  e desenvolvedores criam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Office 2007 tem tantos, mas tantos recursos, que daria pra fazer um blog só com dicas mais ou menos inúteis (e bastante criativas) de como explorar o pacote. E fizeram. O blog <a href="http://www.ocio2007.com.br/">Ócio 2007</a> é um blog da Microsoft sobre o Office 2007, no qual uma equipe de jornalistas, blogueiros  e desenvolvedores c<span class="CorpoTexto_box"><span class="3DG=">riam</span> aplicativos inusitados utilizando as diversas ferramentas do produto. </span></p>
<p><span class="CorpoTexto_box">Um bom exemplo é o <a href="http://www.ocio2007.com.br/Home/tabid/74/EntryID/37/Default.aspx">Xadrês via OneNote</a>. Assim como o trem bala e outras invenções geniais, eu já tive essa idéia há muito tempo; já jogava Xadrês através do OneNote com os amigos do trabalho desde a versão beta do programa (que é o meu preferido no pacote office) :)</span></p>
<p><strong>Campanha de conteúdo gerado pelo usuário (UGC).</strong></p>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/09/ocio.jpg" alt="ocio.jpg" class="alignleft" />A novidade mais interessante é que eles estão fazendo uma campanha em parceria com a <a href="http://www.camiseteria.com/extra_9.aspx">Camiseteria</a>. É um concurso de estampas com o tema &#8220;Ócio&#8221;. O criador da melhor estampa vai ganhar Mil e cem pratas em dinheiro, um Office 2007 Small Business, um Windows Vista Business e mais R$ 400 em produtos Camiseteria.</p>
<p>A imagem aí ao lado é <a href="http://www.camiseteria.com/design.aspx?did=16326">um exemplo</a> das ótimas estampas que estão aparecendo.</p>
<p><strong>Web 2.0 até o limite</strong></p>
<p>Embora eu tenha ganhado uma camiseta do Blog (faz tempo, aliás já usei tanto que está meio gasta), e presentinhos sejam um ótimo incentivo para blogar sobre uma marca, não é o caso: eu realmente achei  muito interessante a proposta.</p>
<p>Além de investir em um blog, em vez de ficar só na mídia tradicional, a boa idéia aí foi não criar um chato blog corporativo, ou com dicas de produtividade ou de como usar melhor o produto. É praticamente um blog de humor! Só isso é suficiente para ser um projeto interessante.</p>
<p>Mas eles foram além: fizeram uma campanha em conjunto com a camiseteria, um dos maiores exemplos de sucesso da Web 2.0 brasileira. E ainda por cima, não colocaram um superbanner no site da camiseteria, nada disso: estão aproveitando a participação dos criativos desenhistas que sempre colaboram naquele site para criar uma peça. E mais: não são jurados que vão escolher a melhor camiseta, são os usuários que votam no site. Quer mais participação que isso?</p>
<p>Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou muito fã da Microsoft, nem do Office. Mas neste caso eles deram um show de entendimento do modo como a Web 2.0 funciona.</p>
<p>E uma coisa é certa: eu adoraria ganhar uma camiseta com a estampa vencedora :)</p>
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		<title>Netscape voltará ao modelo tradicional, mas social news tem seu lugar</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 18:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<category><![CDATA[outrolado]]></category>
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		<description><![CDATA[Antigamente o Netscape.com era um canal tradicional de notícias. De repente eles resolveram entrar na onda de mídia social e tornaram-se um site de conteúdo gerado pelo usuário, similar ao digg.
Agora resolveram voltar atrás e virar um canal tradicional de notícias novamente. Em um comunicado dizem que vão providenciar outro local para o site de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/09/netscape-tradicional.jpg" alt="netscape-tradicional.jpg" class="alignleft" />Antigamente o <a href="http://netscape.com/">Netscape.com</a> era um canal tradicional de notícias. De repente eles resolveram entrar na onda de mídia social e tornaram-se um site de conteúdo gerado pelo usuário, similar ao digg.</p>
<p>Agora resolveram voltar atrás e virar um canal tradicional de notícias novamente. Em um <a href="http://blog.netscape.com/2007/09/06/upcoming-netscape-changes/">comunicado</a> dizem que vão providenciar outro local para o site de social news.</p>
<p><strong>Nossa experiência com o Outrolado.</strong></p>
<p>Quando nós pensamos no <a href="http://outrolado.com.br">Outrolado</a>, sabíamos que o caminho não deveria ser transformar o Webinsider em um site de social news. Em vez disso, criamos outro site para complementar seu conteúdo. Assim o Webinsider continua sendo um site mais tradicional e a comunidade de leitores que pedia um ambiente mais aberto foi ouvida.</p>
<p><strong>Com o netscape foi a mesma coisa.</strong></p>
<p>Eles descobriram (tarde demais?) que os leitores do portal netscape.com <strong>esperam da marca </strong>um canal de notícias tradicional. E foi em resposta a essa expectativa dos leitores que a AOL (dona do netscape.com) decidiu voltar atrás e separar o conteúdo gerado por usuários do conteúdo tradicional, dando preferência ao último.</p>
<p><strong>Foi a decisão certa?</strong></p>
<p>Assim como os blogs, me parece que os sites de mídia social ainda não têm a mesma credibilidade da mídia tradicional. Se isso é certo ou errado, se a mídia tradicional erra mais ou menos, é outra questão.</p>
<p>Mas o fato é que a mídia social veio para ficar e tem o seu lugar, cada marca deve pensar na melhor maneira de aproveitar isso. Talvez o Netscape tenha ido com muita sede ao pote para tomar o lugar do digg e não conseguiu. O que vocês acham?</p>
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