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	<title>Prática &#187; inovação</title>
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	<description>O blog da desta.ca. Uma conversa constante sobre web 2.0, negócios, criação e tecnologia.</description>
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		<title>Facebook lança versão Lite, copiando o twitter. Copiar é feio?</title>
		<link>http://prati.ca/2009/09/14/facebook-lanca-versao-lite-copiando-o-twitter-copiar-e-feio/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 20:39:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilbertojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
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		<description><![CDATA[Facebook lançou uma nova versão, Lite, magrinha, limpinha, com menos&#8230; coisas. Algumas lições são mais ou menos óbvias aí, mas não podem deixar de ser mencionadas:

interface com menos tralha é mais gostosa de usar;
menos funcionalidades não significa menor valor para o usuário;
micro-comunicação e micro-publicação tem mais apelo porque gasta-se muito menos energia pra escrever o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-610" title="Picture 2" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/09/Picture-2-400x229.png" alt="Picture 2" width="400" height="229" />Facebook lançou uma nova versão, <a href="http://lite.facebook.com/">Lite</a>, magrinha, limpinha, com menos&#8230; coisas. Algumas lições são mais ou menos óbvias aí, mas não podem deixar de ser mencionadas:</p>
<ul>
<li>interface com menos tralha é mais gostosa de usar;</li>
<li>menos funcionalidades não significa menor valor para o usuário;</li>
<li>micro-comunicação e micro-publicação tem mais apelo porque gasta-se muito menos energia pra escrever o título deste post (que é o que eu tuitaria) do que o post inteiro;</li>
<li>no final das contas o tempo e a energia gastos com uma quantidade bem maior de micro-posts é maior que aquele um post por dia que os velhos blogueiros faziam.</li>
</ul>
<p>Mas o que mais me surpreende é uma cultura de recriminação à cópia que vejo por aí. Depois de tentar comprá-lo, o Facebook está copiando o twitter, claramente. O <a href="http://www.nytimes.com/2009/09/14/technology/internet/14facebook.html?_r=2&amp;partner=rss&amp;emc=rss">New York Times publicou um artigão</a> comparando os dois e discorrendo longamente sobre isso.</p>
<p>Se você é um fabricante de refrigerante e seu concorrente descobre uma forma diferente de fechar a garrafa, que faz o gás não escapar (e não puder ou tentar patentear a descoberta), não é nada feio ou desonroso copiar. Pelo contrário, em casos assim é obrigação, pois seu produto vai melhorar a um custo zero de pesquisa e inovação.</p>
<p>Se você puder, saia na frente. Mas se seu concorrente já saiu e está fazendo tudo melhor que você, você precisa chegar até ele e então superá-lo. É claro que, se em vez de concorrer você puder parecer estar fazendo <em>outra coisa </em>que também tem valor ou tem ainda mais valor para os usuários, melhor ainda, mas se não for o caso, a cópia é mais do que legítima, é necessária. É assim que toda a indústria vem progredindo.</p>
<p>Nem sempre, no entanto, sair na frente é a melhor opção. O google não foi o primeiro buscador, a Microsoft também não foi a primeira a fazer a maioria das coisas que a fez o gigante que é. Deixar os outros fazerem as descobertas, desbravarem o mercado e então vir com um grande poder de fogo (de capital) copiando e inovando em cima, é uma estratégia bem básica.</p>
<p>O próprio fundador do Twitter, Biz Stone, diz ao NYT que não liga para o fato do Facebook copiá-lo, muito pelo contrário:</p>
<blockquote><p>“Twitter continua a reduzir a fricção entre muitos serviços. Nossos serviços são complementares a mobile networks, social networks, search engines, software platforms, television networks, e talvez outras áreas que nós nem pensamos ainda.”</p></blockquote>
<p>Claro, minhas mãos de designer doem ao escrever este artigo, é lindo inventar e inovar. Mas esta postura de que a cópia é feia só existe em uma sociedade que tem a competição por princípio. Se o paradigma fosse outro, o da colaboração &#8211; como é por exemplo em artes coletivas como o teatro &#8211;  eu poderia mostrar a você a novidade que inventei e adoraria ver você me copiando e fazendo algo novo a partir do que eu inventei. Toda a inovação do movimento OpenSource vem daí. Será divertido ver os resultados desta experiência do Facebook.</p>
<p>Copiar não é feio, deixar de inovar é.</p>
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		<title>Startup Náufrago</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 15:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilbertojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[startup]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já viu o filme O Náufrago, com Tom Hanks? Se não viu, veja. Acredito que só o Tom Hanks seja capaz de fazer de um “monólogo” de duas horas em uma ilha deserta um filme lindo e emocionante. Vejo uma semelhança incrível entre o roteiro do filme &#8211; um renomado especialista em logística da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-563" title="naufrago1" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/05/naufrago1.jpg" alt="naufrago1" width="150" height="236" />Você já viu o filme O Náufrago, com Tom Hanks? Se não viu, veja. Acredito que só o Tom Hanks seja capaz de fazer de um “monólogo” de duas horas em uma ilha deserta um filme lindo e emocionante. Vejo uma semelhança incrível entre o roteiro do filme &#8211; um renomado especialista em logística da Fedex preso em uma ilha deserta praticamente sem nenhum recurso &#8211; e o dia-a-dia de uma startup de tecnologia.</p>
<p>Você é capaz de comandar equipes com centenas de pessoas espalhadas em vinte países em 5 fuso-horários diferentes. Você sabe fazer um pacote sair do kenya às 3 da tarde e chegar em nova york antes do horário comercial, passando por um processo meticulosamente cronometrado com no mínimo 50 pessoas e 10 tipos diferentes de transporte. Mas você está agora preso sozinho em uma ilha deserta.</p>
<p>Uma startup geralmente é bem parecida com o náufrago: pessoas capacitadas, recursos limitados e um prazo definido para chegar a um lugar seguro e confortável ou morrer.</p>
<p>O primeiro passo é achar um jeito de comer e beber, sobreviver a cada dia, estancar as hemorragias, entrar no azul.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-568" title="sr-wilson-thumb" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/05/sr-wilson-thumb-400x269.jpg" alt="sr-wilson-thumb" width="277" height="186" />Neste processo, você corre o risco de encontrar um Wilson (no filme, uma bola de voley que se torna o melhor amigo do náufrago e com quem ele tem longos diálogos). O risco é olhar para situações e objetos completamente desprovidos de significado e valor e os transformar em coisas que dão sentido, direção e significado ao seu dia-a-dia.</p>
<p>Depois de aprender a sobreviver, é preciso ter uma estratégia para sair da ilha. Basicamente, é hora de aprender a fazer uma corda. Sem cordas não é possível fazer um abrigo, nem caçar decentemente, nem fazer uma jangada para se aventurar a procurar o refúgio seguro. A corda é a liberdade.</p>
<p>Mas as cordas também te lembram o tempo todo que você pode se enforcar e acabar com todo o sofrimento. Enforcar-se com as cordas da liberdade.</p>
<p>Numa startup as regras corporativas ainda não apareceram, há flexibilidade para inovar. Mas há também flexibilidade para deixar de fazer a lição de casa, para acordar às 10 da manhã, para ser medíocre. Há também flexibilidade para trabalhar 18 horas por dia com um nível de energia e produtividade que faz parecer no final que você só trabalhou 4 horas.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-570" title="gelo" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/05/gelo.jpg" alt="gelo" width="237" height="278" />Depois de aprender a sobreviver na ilha, todos os dias numa startup todos precisam estar usando as cordas que aprenderam a fazer para sair de lá ou logo estarão fazendo testes com bonecos de madeira para ver se a corda segura o peso do seu corpo, pelo pescoço.</p>
<p>Trabalhar em uma startup é um grande desafio. Viver neste ambiente com saúde o bastante para levar a startup ao nível de uma empresa consolidada sem perder a cabeça e sem amigos imaginários é um desafio maior ainda. Mas só sabe o valor de um copo com gelo quem já lutou por um fiozinho de água doce. Neste processo, a abundância de flexibilidade, liberdade, e às vezes (raras) recursos financeiros, pode ser fatal.</p>
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		<title>A web está na era da consolidação</title>
		<link>http://prati.ca/2007/11/21/a-web-esta-na-era-da-consolidacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 16:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[o que é web 2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog LibraryHouse fez esta tabela de comparação das compras de empresas feitas pelo Google, Microsoft e Yahoo. É muito interessante reparar como o número de aquisições está acelerando ao longo do tempo.

Estamos numa fase de consolidação da web.
Tim O&#8217;Reilly acredita que isso significa que a web está entrando numa fase de consolidação, na qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog <a href="http://www.libraryhouse.net/blog/2007/10/26/a-peek-into-the-google-yahoo-microsoft-shopping-cart/">LibraryHouse</a> fez esta tabela de comparação das compras de empresas feitas pelo Google, Microsoft e Yahoo. É muito interessante reparar como o número de aquisições está acelerando ao longo do tempo.</p>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/11/gym.GIF" alt="gym.GIF" /></p>
<h4>Estamos numa fase de consolidação da web.</h4>
<p><a href="http://radar.oreilly.com/archives/2007/11/microsoft_google_yahoo_acquisitions.html">Tim O&#8217;Reilly</a> acredita que isso significa que a web está entrando numa fase de consolidação, na qual em vez de muitas startups, alguns grandes players dominam o mercado. Ele diz que o mercado segue este ciclo:</p>
<ol>
<li>Uma série de inovações;</li>
<li>Algumas grandes empresas emergem a partir destas inovações;</li>
<li>Muitas startups seguem estas grandes empresas;</li>
<li>Uma fase de aquisições, seguida por</li>
<li>uma falha em prosperar à sombra dos gigantes;</li>
<li>A indústria começa a estagnar.</li>
<li>Há uma nova série de inovações, que dá novo inicio ao ciclo.</li>
</ol>
<h4>Estamos numa fase de digestão da web.</h4>
<p><a href="http://www.readwriteweb.com/archives/the_digestion_phase_how_we_got.php">Segundo Alex Iskold</a>, para o blog Read Write Web, esta seria uma fase de digestão, na qual é preciso parar para refletir sobre as novas tecnologias e inovações que foram criadas e como elas podem trabalhar juntas.  Ele diz que esta fase é uma conseqüência da explosão da mídia social e aponta os seguintes fatores como influenciadores desta nova era:</p>
<ul>
<li>Banda Larga &#8211; facilitando o compartilhamento de mídias como video, fotos, podcasts, etc.</li>
<li>Ajax &#8211; sendo pioneiro em sites com experiência rica.</li>
<li>Social Networks &#8211; conectando as pessoas online.</li>
<li>Blogs &#8211; criando um novo canal de comunicação.</li>
</ul>
<h4> Mas a inovação não parou ainda.</h4>
<p>O interessante é que nós ainda não chegamos a uma estagnação da inovação na web. No mundo inteiro (e a China é um exemplo notável) há grandes novidades aparecendo. Mesmo entre os grandes players há inovações como o Android (a plataforma criada pelo google para desenvolvimento de software para celulares) e o OpenSocial (a plataforma criada pelo google para desenvolvimento de software para redes sociais).</p>
<p>Desejamos ainda longa vida para esta era de inovação, mas quando (ou, se) vier de fato a fase de consolidação, que seja boa para todos. Enquanto isso, continuamos deslumbrados com as novidades da web, do universo mobile, da busca semântica, entre tantas outras&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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