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	<title>Prática &#187; filosofia de trabalho</title>
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	<description>O blog da desta.ca. Uma conversa constante sobre web 2.0, negócios, criação e tecnologia.</description>
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		<title>Viva cada dia (de um projeto) como se fosse o último</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 15:17:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilbertojr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O famoso discurso de Steve Jobs para formandos de Stanford tem um enorme clichê que, como todo clichê, é indispensável: “viva cada dia como se fosse o último”. Na vida de um projeto isso não é diferente. A correria e a urgência comum nos últimos dias antes da entrega reflete diretamente a maneira como lidamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O famoso discurso de Steve Jobs para formandos de Stanford tem um enorme clichê que, como todo clichê, é indispensável: “viva cada dia como se fosse o último”. Na vida de um projeto isso não é diferente. A correria e a urgência comum nos últimos dias antes da entrega reflete diretamente a maneira como lidamos com ele desde o primeiro dia.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/D1R-jKKp3NA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/D1R-jKKp3NA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Isso é ainda mais verdade quando é um projeto envolvendo software, e ainda mais quando é software para publicidade, como fazemos na amanaiê. Em software, diferentemente de design (e eu sei disso porque tenho sido designer gráfico a vida toda) não existe mágica.</p>
<p>Não há vigor ou explosão criativa, nem nenhum truque que possa recuperar um cronograma atrasado. Um prazo mais apertado em design significa menos tempo para pesquisar e tornar a peça mais elaborada. Um prazo mais apertado em software significa funcionalidades a menos, ou pior, bugs a mais, e não há argumento que faça um cliente aprovar ou ficar contente com um software mal feito.</p>
<p>O senso de urgência de um projeto tem que ser determinado desde o primeiro dia, e combinado com a equipe de produção e com o cliente. Um dia a mais esperando uma aprovação significará uma madrugada de trabalho dos desenvolvedores, jornadas de trabalho com mais horas do que uma pessoa deveria trabalhar e conseqüentemente, um trabalho ruim.</p>
<p>O controle de qualidade, última etapa da modo tradicional de desenvolvimento de produtos, tem que ser rigoroso em cada etapa e cada dia do projeto. Em software, isso pode ser conseguido de várias maneiras, como por exemplo, usando técnicas de test driven development e envolvendo uma equipe de QA junto com os desenvolvedores durante o projeto inteiro. Um bom profissional de testes vale por dois desenvolvedores, na medida em que ele torna o trabalho de cada desenvolvedor muito mais produtivo e focado naquilo que eles fazem melhor.</p>
<p>Todo gerente de projetos sabe que o impacto de um pequeno atraso no início do projeto pode ser desastroso no final. Principalmente porque o custo de mudanças no inicio do projeto é bem menor do que no final. Mas nem sempre a equipe e o atendimento estão alinhados em relação a isso. A melhor forma de desenvolver software é revendo o planejamento a cada pequena etapa, como se faz com o planejamento de sprints no método scrum, mas nem sempre isso é possível.</p>
<p>O interesse do cliente é saber com certeza quanto vai pagar por exatamente qual escopo de produto e quando tudo será entregue. Ele precisa saber tudo isso antes do primeiro dia de desenvolvimento para poder decidir se o investimento faz ou não sentido. Do outro lado, nunca se pode prever com certeza os percalços comuns no desenvolvimento de software, nem o cliente está interessado em entender isso.</p>
<p>Por isso, o planejamento, o senso de urgência, o ritmo de trabalho, análises de risco, gestão de recursos, enfim, todas as etapas do projeto devem ser imbuídas de um sentimento comum de que hoje tudo tem que ser realizado perfeitamente e no tempo certo para que cada dia seja agradável para todas as partes, inclusive o último, que deve ser um dia de celebração do lançamento do projeto, não de tortura.</p>
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		<title>Startup Náufrago</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 15:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilbertojr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já viu o filme O Náufrago, com Tom Hanks? Se não viu, veja. Acredito que só o Tom Hanks seja capaz de fazer de um “monólogo” de duas horas em uma ilha deserta um filme lindo e emocionante. Vejo uma semelhança incrível entre o roteiro do filme &#8211; um renomado especialista em logística da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-563" title="naufrago1" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/05/naufrago1.jpg" alt="naufrago1" width="150" height="236" />Você já viu o filme O Náufrago, com Tom Hanks? Se não viu, veja. Acredito que só o Tom Hanks seja capaz de fazer de um “monólogo” de duas horas em uma ilha deserta um filme lindo e emocionante. Vejo uma semelhança incrível entre o roteiro do filme &#8211; um renomado especialista em logística da Fedex preso em uma ilha deserta praticamente sem nenhum recurso &#8211; e o dia-a-dia de uma startup de tecnologia.</p>
<p>Você é capaz de comandar equipes com centenas de pessoas espalhadas em vinte países em 5 fuso-horários diferentes. Você sabe fazer um pacote sair do kenya às 3 da tarde e chegar em nova york antes do horário comercial, passando por um processo meticulosamente cronometrado com no mínimo 50 pessoas e 10 tipos diferentes de transporte. Mas você está agora preso sozinho em uma ilha deserta.</p>
<p>Uma startup geralmente é bem parecida com o náufrago: pessoas capacitadas, recursos limitados e um prazo definido para chegar a um lugar seguro e confortável ou morrer.</p>
<p>O primeiro passo é achar um jeito de comer e beber, sobreviver a cada dia, estancar as hemorragias, entrar no azul.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-568" title="sr-wilson-thumb" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/05/sr-wilson-thumb-400x269.jpg" alt="sr-wilson-thumb" width="277" height="186" />Neste processo, você corre o risco de encontrar um Wilson (no filme, uma bola de voley que se torna o melhor amigo do náufrago e com quem ele tem longos diálogos). O risco é olhar para situações e objetos completamente desprovidos de significado e valor e os transformar em coisas que dão sentido, direção e significado ao seu dia-a-dia.</p>
<p>Depois de aprender a sobreviver, é preciso ter uma estratégia para sair da ilha. Basicamente, é hora de aprender a fazer uma corda. Sem cordas não é possível fazer um abrigo, nem caçar decentemente, nem fazer uma jangada para se aventurar a procurar o refúgio seguro. A corda é a liberdade.</p>
<p>Mas as cordas também te lembram o tempo todo que você pode se enforcar e acabar com todo o sofrimento. Enforcar-se com as cordas da liberdade.</p>
<p>Numa startup as regras corporativas ainda não apareceram, há flexibilidade para inovar. Mas há também flexibilidade para deixar de fazer a lição de casa, para acordar às 10 da manhã, para ser medíocre. Há também flexibilidade para trabalhar 18 horas por dia com um nível de energia e produtividade que faz parecer no final que você só trabalhou 4 horas.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-570" title="gelo" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/05/gelo.jpg" alt="gelo" width="237" height="278" />Depois de aprender a sobreviver na ilha, todos os dias numa startup todos precisam estar usando as cordas que aprenderam a fazer para sair de lá ou logo estarão fazendo testes com bonecos de madeira para ver se a corda segura o peso do seu corpo, pelo pescoço.</p>
<p>Trabalhar em uma startup é um grande desafio. Viver neste ambiente com saúde o bastante para levar a startup ao nível de uma empresa consolidada sem perder a cabeça e sem amigos imaginários é um desafio maior ainda. Mas só sabe o valor de um copo com gelo quem já lutou por um fiozinho de água doce. Neste processo, a abundância de flexibilidade, liberdade, e às vezes (raras) recursos financeiros, pode ser fatal.</p>
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		<title>Produtos da 37 signals ajudam na comunicação interna.</title>
		<link>http://prati.ca/2009/02/03/produtos-da-37-signals-ajudam-na-comunicacao-interna/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 23:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[amanaie]]></category>
		<category><![CDATA[basecamp]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que começamos, nós da Amanaiê fazemos bastante trabalho remoto. O meu sócio, Michael Nicklas fica em New York, eu em São Paulo, temos equipes de desenvolvimento em Brasília e em Belo Horizonte.
E mesmo entre as outras pessoas que trabalham no nosso &#8220;escritório&#8221; em São Paulo, rolam &#8220;fuso-horários&#8221; de acordo com o horário de trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que começamos, nós da Amanaiê fazemos bastante trabalho remoto. O meu sócio, Michael Nicklas fica em New York, eu em São Paulo, temos equipes de desenvolvimento em Brasília e em Belo Horizonte.</p>
<p>E mesmo entre as outras pessoas que trabalham no nosso &#8220;<a href="http://hubsp.wordpress.com/">escritório</a>&#8221; em São Paulo, rolam &#8220;fuso-horários&#8221; de acordo com o horário de trabalho que cada um faz. Por conta disso, fazemos toda a nossa comunicação e gestão pela web e escolhemos os softwares da 37 Signals para fazer isso.</p>
<h4><a href="http://www.basecamphq.com/">basecamp</a></h4>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-548" title="logo-basecamp" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/02/logo-basecamp.png" alt="logo-basecamp" width="75" height="63" />O basecamp é matador para gerenciar projetos. Ele é simples, do tipo de simplicidade que faz você esquecer que está usando um software, ele não <em>aparece</em>.</p>
<p>Claro, é preciso fazer alguns ajustes no fluxo de trabalho. Um exemplo: trabalhamos com a metodologia de desenvolvimento ágil Scrum. O pessoal que usa Scrum gosta de ter um quadro com tarefas escritas em post-its. Como não dá pra ver os post-its grudados em quadros físicos à muita distância, &#8211; digamos, há uns 3 metros já não dá pra ler nada &#8211; fica meio difícil pra gente de SP ou NY ver as tarefas dos times em BH e BSB :/ então usamos as to-dos do backpack, que são excelentes porque é possível até fazer comentários em cada tarefa.</p>
<p>Outra coisa boa do basecamp é eliminar a troca de emails, que ninguém além de quem está conversando pode ver, para as messages, que todos os envolvidos com o projeto podem acessar. Aliás, poder receber updates e enviar qualquer tipo de conteúdo por email é realmente uma mão na roda.</p>
<h4><a href="http://www.backpackit.com/?source=37s+home">backpack</a></h4>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-549" title="logo-backpack" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/02/logo-backpack.png" alt="logo-backpack" width="75" height="62" />O backpack não faz muita coisa, basicamente, na verdade, ele poderia ser visto como um ótimo WYSIWYG, um fazedor de páginas web. Não tem muita coisa que ele faça que não se possa fazer com as ferramentas do google, ou um wordpress interno.</p>
<p>Ele serve muito bem para comunicações internas que não estão relacionadas com projetos em andamento (porque para projetos, tem o basecamp). A idéia é ser uma maneira bem simples de ter uma intranet da empresa.</p>
<p>E para essas coisas ele é mesmo fantástico porque cria naturalmente elementos comuns a este tipo de página, como listas, imagens, notas&#8230; E em cada item é possível fazer comentários, o que ajuda muito a manter as conversas em seu contexto.</p>
<p>A vantagem dele sobre os outros que eu citei é: vc não precisa pensar em nada do programa, apenas crie uma nova página e coloque o conteúdo que quiser e compartilhe com quem quiser. Mais uma vez: ele sai da sua frente.</p>
<p>Além disso, o backpack tem o Journal, um twitter interno. Lá é possível ir dando um status do que está rolando na empresa enquanto as coisas estão acontecendo.</p>
<h4><a href="http://www.highrisehq.com/">highrise</a></h4>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-550" title="logo-highrise" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/02/logo-highrise.png" alt="logo-highrise" width="75" height="62" />Esse sem dúvida, depois de um tempo de uso, é o mais essencial de todos. Eu não saberia o que fazer sem ele. Todos os contatos com todos os nossos clientes, seja por email ou qualquer outro tipo, são documentados lá.</p>
<p>Temos um histórico de tudo que conversamos com cada um dos nossos contatos na web. Assim, ficamos com todos os benefícios do CRM, sem precisar de um complexo e caro software normal de CRM.</p>
<h4><a href="http://www.campfirenow.com/">campfire</a></h4>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-551" title="logo-campfire" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/02/logo-campfire.png" alt="logo-campfire" width="75" height="62" />Eu me lembro bem do ICQ, o primeiro dos instant messengers. O ícone das mensagens era um post-it. A idéia por trás do ícone, e do software, inicialmente, era poder deixar recados rápidos para os amigos, não era pra ser um meio de comunicação, como se tornou hoje em dia, chegando a substituir telefone e as vezes até o contato físico com uma pessoa que está na sala ao lado ou até na sua frente.</p>
<p>Internamente, na comunicação de uma empresa, na minha opinião, o IM deveria também ser visto assim: uma ferramenta para recados rápidos. No entanto, é muito interessante poder fazer um chat com a equipe, principalmente equipes remotas como nós trabalhamos aqui.</p>
<p>O google talk, embora seja excelente, não nos dá a capacidade de poder compartilhar o conteúdo gerado num chat com toda a equipe. Aí entra o campfire: fazemos chats lá, e o histórico fica guardado para uma consulta posterior, e os arquivos compartilhados durante a conversa também ficam lá para serem baixados depois.</p>
<h4>iphone / mobile</h4>
<p>Outra vantagem de ter tudo na web é poder acessar em qualquer lugar. Além de poder ver tudo em qualquer computador, todos esses programas têm aplicativos para o iPhone, a maioria criados por terceiros usando as APIs abertas da 37Signals. Tem o <a href="http://enormego.com/products/groundwork">Growndwork</a> e <a href="http://outpostapp.com/">Outpost</a> para o Basecamp, <a href="http://frontpocketapp.com/">Frontpocket</a> para Backpack, <a href="http://www.taptapmobile.com/">MobRise</a> para highrise, e o campfire já funciona com sua interface nativamente adaptada para iphone.</p>
<h4>Conclusão</h4>
<p> É difícil, principalmente pra quem está acostumado a ter todo mundo junto fisicamente, aprender a se comunicar bem através destes tipos de ferramentas. É preciso aprender e se adaptar. Mas vale muito a pena.</p>
<p>Há diversas empresas que trabalham com essas ferramentas mesmo sem terem os funcionários remotos, porque elas ajudam na gestão do conhecimento e acabam nos forçando a ter processos de comunicação internos muito bem desenvolvidos e ajustados.</p>
<p>E o legal é que, como todos esses softwares são web e trabalham no modelo fremium, você pode dar uma testada neles &#8220;sem compromisso&#8221; :)</p>
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		<title>Resumo do Getting Real</title>
		<link>http://prati.ca/2008/02/19/resumo-do-getting-real/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 22:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[outrolado]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de ler um ótimo resumo do Getting Real, livro que, segundo o próprio Vinicius Assef, autor do artigo, quase todo mundo que trabalha com tecnologia já leu ou deveria ler.
Sua conclusão:
Lembra do fusquinha que é difícil dar defeito na chuva, enquanto um monte de carrão fica parado no acostamento? Pois é. Do mesmo modo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ler um ótimo resumo do Getting Real, livro que, segundo o próprio V<span>inicius Assef, autor do artigo, </span>quase todo mundo que trabalha com tecnologia já leu ou deveria ler<span>.</span></p>
<p>Sua conclusão:</p>
<blockquote><p>Lembra do fusquinha que é difícil dar defeito na chuva, enquanto um monte de carrão fica parado no acostamento? Pois é. Do mesmo modo, seu aplicativo simples e eficiente vai rodar que é uma beleza. Sem enrolação, sem embromação, sem xurumelas. Como diria o Chico Anísio: <em>“não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras”</em>.</p></blockquote>
<p>Um detalhe importante é  que eu encontrei este excelente artigo no Outrolado &#8211; o que é para mim uma alegria, mas não é uma coisa rara de se ver por lá.</p>
<p>Leia o artigo completo: <a href="http://www.outrolado.com.br/Artigos/nao_deforma__nao_tem_cheiro_e_nao_solta_as_tiras">Não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras</a></p>
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		<title>Experiências inconvenientes não funcionam na web.</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 21:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[filosofia de trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[yahoo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma brilhante apresentação,   Ian Rogers,  VP de Desenvolvimento de Produtos do Yahoo Music, mostra um grande entendimento do que funciona e o que não funciona na web. Em uma síntese: experiências irritantes &#8211; como por exemplo, arquivos de música bloqueados com DRM &#8211; não funcionam.
Não deixarei o Yahoo! investir em inconveniência.
Ian [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma brilhante apresentação,  <a href="http://www.fistfulayen.com/blog/?p=127"> Ian Rogers</a>,  VP de Desenvolvimento de Produtos do Yahoo Music, mostra um grande entendimento do que funciona e o que não funciona na web. Em uma síntese: experiências irritantes &#8211; como por exemplo, arquivos de música bloqueados com DRM &#8211; não funcionam.</p>
<h4>Não deixarei o Yahoo! investir em inconveniência.</h4>
<p>Ian diz de maneira eloqüente a sua posição em relação a obrigar o usuário a passar por experiências chatas só para satisfazer a mentalidade reacionária das grandes gravadoras:</p>
<blockquote><p> Eu não vou mais cair nesta armadilha. Se as gravadoras que oferecem conteúdo para o Yahoo! continuarem a colocar mais barreiras diante dos usuários, eu não estou interessado. Faça o que você sentir que precisa fazer no seu negócio, eu serei educado, direi obrigado, e não aceitarei. Eu não deixarei que o Yahoo! continue investindo dinheiro em inconveniência para o consumidor. (minha tradução livre)</p></blockquote>
<h4>O usuário deve esta em primeiro lugar.</h4>
<p>Uma importantíssima lição que foi aprendida nos últimos anos é que na web, o usuário deve estar em primeiro lugar. Não adianta brigar contra o consumidor, é preciso ouvi-lo e atender a sua necessidade.</p>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/10/eternal_scream.jpg" alt="eternal_scream.jpg" class="alignleft"/>O Pop-up parecia bom pra o anunciante, pois obrigava o visitante dos grandes portais a ver a propaganda. Mas ter que ver e depois fechar um pop-up é tão inconveniente que  logo foram criados os bloqueadores de pop-up. Parecia bom para as empresas poder atingir a caixa de e-mail de milhares de usuários, mas é inconveniente receber spam, e logo apareceram os bloqueadores de spam. Da mesma maneira, o DRM é inconveniente para o usuário, e logo apareceram as ferramentas para remoção do DRM.</p>
<p>É preciso aprender de uma vez por todas: <strong>na web, aquilo que é inconveniente para o usuário, é também inconveniente para os negócios.</strong></p>
<h4>A indústria está amadurecendo.</h4>
<p>Como aponta Ian, o Napster não inventou o P2P, essa habilidade de transferir dados diretamente entre computadores, sem um servidor central, é inerente ao TCP/IP e à própria internet. Antes de haver um software para organizar essas maneiras de compartilhamento de dados, sempre foi possível, por exemplo, trocar arquivos com um amigo via messenger (ICQ) ou email.</p>
<p>Não adianta tentar mudar a própria natureza da informação digital: ela se propaga livremente. Somente agora a indústria musical está começando a aprender a jogar com a maneira como a internet funciona e se aproveitar disso. Dois excelentes exemplos são a nova loja de MP3 sem DRM da Amazon e a recente abertura de todo o conteúdo arquivado do NY Times.</p>
<h4>Tudo mais seguirá.</h4>
<p>Finalmente, copio um trecho da <a href="http://desta.ca/filosofia.php">filosofia da desta.ca</a>: Quem decide qual produto continuar, qual deixar de escanteio, qual item incrementar, qual retirar de um sistema, é o usuário. Ele é o chefe, é ele quem manda. Por isso: nada de popups chatos, nada de sites lentos, nenhum truque para que o usuário compre mais, nada de nada que o usuário não goste. <strong>Se os usuários gostarem do nosso trabalho, tudo mais seguirá.</strong> Fazemos coro com a filosofia do google: faça dinheiro sem fazer o mal.</p>
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		<title>Curadoria de Funcionalidades</title>
		<link>http://prati.ca/2007/10/10/curadoria-de-funcionalidades/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 15:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia de trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[A filosofia de trabalho Getting Real prega que para ter um software fácil de usar e barato se de produzir e manter é preciso reduzir a quantidade de funcionalidades. Geralmente os programas têm mais funcionalidades do que o necessário e há um certo desperdício aí.
Resolver 80% do problema com 20% do esforço.
A melhor maneira de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A filosofia de trabalho <a href="http://gettingreal.37signals.com/GR_por.php#ch10">Getting Real</a> prega que para ter um software fácil de usar e barato se de produzir e manter é preciso reduzir a quantidade de funcionalidades. Geralmente os programas têm mais funcionalidades do que o necessário e há um certo desperdício aí.</p>
<h4>Resolver 80% do problema com 20% do esforço.</h4>
<blockquote><p>A melhor maneira de se enfrentar a complexidade é com menos código. Menos software significa menos funcionalidades, menos código, menos desperdício.  A chave está em repensar qualquer problema difícil que venha a necessitar de uma grande quantidade de componentes para ser solucionado em um problema mais fácil, que requeira muito menos. Você pode acabar não solucionando exatamente o mesmo problema, mas tudo bem. Resolver 80% do problema original despendendo 20% do esforço é uma vitória e tanto. O problema original raramente é tão crítico de forma a realmente merecer cinco vezes mais esforço em sua solução.</p></blockquote>
<h4>A quantidade de funcionalidades importa?</h4>
<p>Essa maneira de pensar pode levar uma equipe de desenvolvedores a pensar: então, quantas funcionalidades meu software deve ter? Três, cinco, doze?  Hoje o pessoal da <a href="http://www.37signals.com/svn/posts/643-ask-37signals-is-it-really-the-number-of-features-that-matter">37 Signals respondeu</a> a esta interessante pergunta: <em>É mesmo a quantidade de funcionalidades de um programa que importa?</em></p>
<h4>Curadoria de Funcionalidades: escolhendo só o melhor.</h4>
<p>Ao responder, Raymond Brigleb compara a escolha de funcionalidades ao trabalho de curadoria. Um museu, por exemplo, tem um espaço limitado para expor obras de arte. Por isso é preciso escolher muito cuidadosamente qual obra merece estar naquela valiosíssima parede.</p>
<p>No entanto quanto falamos de software, e principalmente de internet, não há limites. A parede é infinita. Portanto, é possível colocar em um programa tantas funcionalidades e telas quantas o programador quiser.</p>
<h4>O espaço é infinito, a capacidade cognitiva do usuário não.</h4>
<p>Mas é preciso entender que, se por um lado o espaço da tela é infinito dentro de um browser &#8211; ainda mais usando expedientes como lightboxes e outros recursos RIA &#8211; a capacidade do usuário de aprender a mexer no seu programa não é. Também não é infinito o tempo que o usuário tem para encontrar a funcionalidade que ele realmente precisa.</p>
<h4>Muitas funcionalidades estragam a interface.</h4>
<p><img src="http://desta.ca/pratica/wp-content/uploads/2007/10/ipod-shuffle.jpg" alt="ipod-shuffle.jpg" class="alignleft" />Basta perceber como um CD player comum geralmente tem muito mais funcionalidades que um iPod Shuffle. O iPod não tem botões para ativar graves, equalização, vários para sintonização e memorização de estações AM e FM, relógio, repetir, etc&#8230;</p>
<p>E por isso mesmo, porque não tem tantas funcionalidades pouco úteis para um tocador de música digital, o iPod é muito melhor que qualquer CD player: é absolutamente simples.</p>
<h4>Equilíbrio entre interface, funcionalidade e produtividade.</h4>
<p>Um bom software é o resultado de um cuidadoso equilíbrio entre uma interface limpa, simples e fácil de usar, funcionalidades que resolvem o problema do usuário e boa produtividade na hora de escrever o código e mantê-lo (para melhorar a relação custo-benefício).</p>
<p>Se duas funcionalidades são suficientes para resolver satisfatoriamente o problema, de maneira equilibrada, ótimo. Se é preciso 10, ótimo. O que realmente importa é a qualidade do programa, e que a quantidade de funcionalidades não estrague a experiência do usuário.</p>
<p>Portanto, ao pensar sobre uma nova funcionalidade para seu programa, pense como um curador, pense que cada pixel da sua interface é tão valioso quanto é cada centímetro do museu mais importante do mundo: será que esta funcionalidade <em>merece</em> este exposta aqui?</p>
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		<title>Podcrer 06 &#124; Meritocracia que nada!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2007 21:29:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<description><![CDATA[O meu amigo Vicente Tardin, editor do webinsider, falou um pouco da minha história na sexta edição do podcrer, junto com o Michel Lent. Fiquei sabendo da história curiosa: o Michel, em 2002 escreveu o artigo quem disse que era uma meritocracia, e inspirou o Vicente a largar o emprego e ir viver do webinsider [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu amigo Vicente Tardin, editor do webinsider, falou um pouco da minha história na <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/04/03/podcrer-06-o-empregou-acabou-e-melhor-a-gente-se-virar/">sexta edição do podcrer</a>, junto com o Michel Lent. Fiquei sabendo da história curiosa: o Michel, em 2002 escreveu o artigo <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2002/06/05/quem-disse-que-era-uma-meritocracia/">quem disse que era uma meritocracia</a>, e inspirou o Vicente a largar o emprego e ir viver do webinsider (e dos freelas ocasionais).</p>
<p>Num curso sobre conteúdo para internet que o Vicente ministrou, onde tive o prazer de conhecê-lo, em 2005, ele me convenceu que era possível viver de internet, trabalhando em casa, sem nenhuma daquelas <a href="http://desta.ca/pratica/2007/03/14/produtividade-geek-10-razoes-porque-sai-do-meu-antigo-emprego/">aporrinhações que eu vivia</a>. Eu acreditei e abri, junto com Eduardo Rosa (com quem trabalho desde o meu primeiro emprego, em 2000) a desta.ca.</p>
<p>Hoje, depois de um ano de luta na desta.ca, vivo com mais qualidade de vida que quando era empregado. Concordo com o Michel, que o dinheiro que ganhamos não é proporcional à qualidade do nosso trabalho (o mercado quer sempre mais por menos), acredito que há muito mais oportunidades de negócios como empreendedor do que como empregado. Quem sabe esta história, lida e ouvida, também não inspire você a começar seu próprio negócio! Boa sorte!</p>
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		<title>A panela de madeira</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2007 20:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<description><![CDATA[Certo dia a equipe de inovações de uma empresa que fabricava panelas estava em uma busca de algo revolucionário. No meio do braintorm alguém disse:
- Precisamos de algo diferente de tudo.
- Sim, algo com classe e ao mesmo tempo ligado à natureza.
- Que tal uma panela de madeira? &#8211; disse um rapaz com cara de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certo dia a <em>equipe de inovações</em> de uma empresa que fabricava panelas estava em uma busca de algo revolucionário. No meio do braintorm alguém disse:</p>
<p>- Precisamos de algo diferente de tudo.<br />
- Sim, algo com classe e ao mesmo tempo ligado à natureza.<br />
- Que tal uma panela de madeira? &#8211; disse um rapaz com cara de quem acabou de acordar<br />
- Ótima idéia! Nunca vi uma panela de madeira! &#8211; disse o líder.<br />
- Uau! Que idéia genial, simples e genial!</p>
<p>Bem, depois de meses de planejamento, estudos de mercado e etc, foi lançada a panela de madeira. Era linda, o verniz cuidadosamente escolhido lhe conferia uma beleza e uma classe inigualáveis. O produto se destacava dois demais (os <em>convencionais</em> de metal ou barro) na prateleira, tinha requinte e era trabalhado com entalhes na madeira que tornavam a panela ainda mais bonita e interessante.</p>
<p>Após as primeiras ligações de senhoras para o SAC, contando como foi a experiência de ver a panela pegando fogo em cima do fogão, e do desespero para apagá-lo, o produto foi descontinuado.</p>
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		<title>Produtividade geek &#124; O outro lado da coisa</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2007 21:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<category><![CDATA[filosofia de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Publiquei o artigo sobre produtividade geek no webinsider. É a 5a entre as 10 mais lidas do site. O interessante é que lá, diferente de cá, há bastante leitores que são administradores de empresa de TI e que não são geeks, por isso rolaram comentários muito polêmicos.
A discussão tem sido boa e eu penso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publiquei o <a href="http://desta.ca/pratica/2007/03/14/produtividade-geek-10-razoes-porque-sai-do-meu-antigo-emprego/">artigo sobre produtividade geek</a> no <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/14/dez-itens-para-que-os-geeks-trabalhem-em-paz/">webinsider</a>. É a 5a entre as 10 mais lidas do site. O interessante é que lá, diferente de cá, há bastante leitores que são administradores de empresa de TI e que não são geeks, por isso rolaram <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/14/dez-itens-para-que-os-geeks-trabalhem-em-paz/#comments">comentários</a> muito polêmicos.</p>
<p>A discussão tem sido boa e eu penso que os dois lados, chefes e empregados, estão parando para pensar sobre esta questão. Os geeks defendem com garras e dentes que as liberdades são importantes e necessárias. Alguns administradores dizem que a liberdade faz cair a produtividade da empresa e que é arrogância nossa pedir este tipo de coisa.</p>
<p>Quero aproveitar para dar mais um pitaco, desta vez defendendo um pouco os chefes.</p>
<p>O Abujamra, no seu excelente programa na TV Cultura diz no final de cada episódio aos seus entrevistados: <em>&#8220;diga o que quiser, enforque-se nas cordas da liberdade&#8221;</em>. A liberdade às vezes é como a roda do carro que o cachorro persegue, quando o carro para e ele consegue a roda, não sabe o que fazer com ela.</p>
<p>O que estou tentando dizer é que há geeks e geeks. Digo, geeks que são bons profissionais, responsáveis, produtivos, e &#8220;geeks&#8221; que passam os dias brincando entre o orkut e o msn quando têm liberdade para isso.</p>
<p>Quero ressaltar que a liberdade deve ser condicionada à produtividade. Que o geek deve poder controlar seu ambiente, sua luz, seu horário, etc, <em>para ser mais produtivo para a empresa</em>.</p>
<p>O administrador que quiser correr o risco de ousar dar liberdade para os geeks deve ficar atento a isso: a produtividade deles aumentou ou diminuiu? Agora que não são interrompidos e têm privacidade para fazer o que quiserem, produzem mais ou menos ?</p>
<p>Eu não penso que os geeks são melhores que outros funcionários, só são diferentes. Geralmente eles gostam de trabalhar, desde que em certas condições e ambientes adequados, e quem trabalha porque gosta produz muito mais do que quem trabalha obrigado, irritado, estressado e por pura necessidade.</p>
<p>Tratar o geek como mais um empregado normal e ser rígido com seu ambiente e com as regras é dar um tiro no pé.</p>
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		<title>Produtividade geek &#124; 10 razões porque saí do meu antigo emprego</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2007 03:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilberto Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
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		<category><![CDATA[filosofia de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Renata Rocha adaptou o excelente (com 2760 diggs) artigo de Nomadishere sobre o que os geeks &#8211; ou nerds, ou profissionais de TI, ou pessoas inteligentes :) &#8211; precisam para trabalhar sem stress e produzirem mais.
Assim como o Cardoso, são estes alguns dos principais motivos que me levaram a sair do meu antigo emprego e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Renata Rocha <a href="http://renata.org/post/coisas-que-nerds-precisam-para-amar-seu-emprego/">adaptou</a> o excelente (com 2760 diggs) <a href="http://nomadishere.com/2007/03/12/a-note-to-employers-8-things-intelligent-people-geeks-and-nerds-need-to-work-happy/">artigo de Nomadishere</a> sobre o que os geeks &#8211; ou nerds, ou profissionais de TI, ou pessoas inteligentes :) &#8211; precisam para trabalhar sem stress e produzirem mais.</p>
<p>Assim como o <a href="http://www.contraditorium.com/2007/03/13/os-motivos-que-me-fizeram-virar-blogueiro/">Cardoso</a>, são estes alguns dos principais motivos que me levaram a sair do meu antigo emprego e abrir uma empresa. Só sendo meu próprio chefe eu pude ter certeza de que não passaria por estes problemas novamente. Segue a minha própria adaptação do mesmo texto.</p>
<p><strong>As 10 coisas que geeks precisam para viver e trabalhar em paz, sem stress e produzir mais:</strong></p>
<p><strong>1. Deixe que ele controle seu próprio horário.</strong><br />
Assim nós produzimos muito mais do que no horário em que somos obrigados. Entre 7 e 10 da manhã meu cérebro não funciona, não tem jeito. No entanto em nenhum outro horário sou mais produtivo do que entre as 2 e 4 da manhã. Cada pessoa tem seu horário em que produz mais e melhor. Geeks têm uma capacidade sobre-humana de fingirem que estão trabalhando enquanto estão dormindo.</p>
<p><strong>2. Deixe que ele controle seu próprio ambiente de trabalho.</strong><br />
Não imponha regras &#8220;para todos&#8221; neste sentido, porque nós não somos iguais ao pessoal do administrativo e de vendas. Se ele quer se enfiar num canto da sala, longe de todos, deixe. Se puder deixá-lo escolher sua mesa, cadeira, lugar na sala, etc, será perfeito!</p>
<p><strong>3. Deixe que ele controle sua própria luz.</strong><br />
Muita luz é ótimo para trabalhar com papeis e <em>péssimo</em> para trabalhar com computadores. Muitos geeks gostam de trabalhar à meia luz, por isso não imponha uma certa iluminação. Cansei de ter dores de cabeça por causa da luz forte demais, por não poder fechar uma maldita persiana.</p>
<p><strong>4. Deixe que ele controle seu próprio (fone de) ouvido.</strong><br />
Para trabalhar direito, precisamos de concentração. Para isso, é preciso silêncio e/ou um fone de ouvido tocando algo barulhento &#8211; que na prática é a mesma coisa. Não deixar um nerd usar fones de ouvido é um pecado mortal.</p>
<p><strong>5. Deixe que ele controle sua própria roupa.</strong><br />
Não somos homens de negócios. Que a roupa social fique para os advogados. Quanto mais confortavel e à vontade o geek está, mais produz.</p>
<p><strong>6. Deixe que ele controle onde vai fora da empresa.</strong><br />
Podemos gostar de um evento social, ou não. Essas coisas não podem ser obrigatórias.</p>
<p><strong>7. Deixe que ele controle quando quer falar ou não com você.</strong><br />
Se você precisa falar com um geek siga esta seqüência: a) Envie um e-mail dizendo o que quer; b) Caso seja algo urgente, fale pelo messenger; c) Se algo estiver explodindo e a escolha for entre interrompê-lo ou a falência da empresa, telefone ou fale diretamente com ele &#8211; mas só neste caso. De novo: precisamos de concentração! Quando você interrompe, levamos um tempão para entendermos o que estávamos fazendo novamente.</p>
<p><strong>8. Deixe que ele controle se quer ou não fazer algo além do que aquilo que ele foi contratado para fazer.</strong><br />
Em empresas pequenas, principalmente, todo mundo acaba fazendo um pouco de tudo. Mas o geek ficará furioso (e isso VAI impactar furiosamente na produtividade dele) se for obrigado a fazer coisas que não são seu trabalho. Eu já fui obrigado a levar o lixo pra fora, atender telefone, lavar a louça, dar suporte técnico, fazer atendimento&#8230;</p>
<p><strong>9. Deixe que ele controle quando e como acessa a internet.</strong><br />
Não adianta: a pessoa que você contratar para bloquear a internet não será mais inteligente que os geeks que você quer impedir de acessá-la. Se ela for, pode ter certeza de que pelo menos a metade do expediente do geek será gasta procurando um jeito de burlar o sistema. Eu poderia fazer outro artigo citando dezenas de modos (que já usei) de burlar esses bloqueios.</p>
<p><strong>10. Conclusão: cobre produtividade, deixe que ele controle o resto.</strong><br />
Você entendeu: não controle o geek, deixe que ele controle todo o seu ambiente. Assim ele vai produzir mais. Mas hoje eu trabalho com geeks e sei que não posso deixar de controlar o trabalho da empresa. Eu acredito nisso: dê um desafio e liberdade a um programador e ele trabalhará mais, melhor, e com amor.</p>
<p>Você pode e deve cobrar os resultados. Pode cobrar que o prazo que ele mesmo deu a você seja cumprido, mas impor regras que não fazem sentido nenhum só fará com que a produtividade do geek caia, o stress aumente e ele procure outro jeito de ganhar dinheiro sem tanta dor de cabeça.</p>
<p>Comigo pelo menos foi assim :)<br />
Quer acrescentar um item à esta lista ?</p>
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