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	<title>Prática &#187; design de produtos</title>
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	<description>O blog da desta.ca. Uma conversa constante sobre web 2.0, negócios, criação e tecnologia.</description>
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		<title>A contradição entre interface simples e aparelhos poderosos</title>
		<link>http://prati.ca/2010/02/18/a-contradicao-entre-interface-simples-e-aparelhos-poderosos/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 17:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilbertojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[design de interface]]></category>
		<category><![CDATA[design de produtos]]></category>
		<category><![CDATA[usabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Marco Gomes fez uma provocação interessante no seu blog: &#8220;Interfaces de objetos modernos são mais complicadas? Estamos ficando mais estúpidos pra projetar as interfaces do dia-a-dia?&#8221;
Eu acredito que em alguns dos casos que ele analisou há o erro de comparar coisas diferentes como se fossem iguais. Comparar o telefone de disco com o iPhone é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marco Gomes fez <a href="http://marcogomes.com/blog/2010/interfaces-de-objetos-modernos-sao-mais-complicadas">uma provocação interessante</a> no seu blog: &#8220;Interfaces de objetos modernos são mais complicadas? Estamos ficando mais estúpidos pra projetar as interfaces do dia-a-dia?&#8221;</p>
<p>Eu acredito que em alguns dos casos que ele analisou há o erro de comparar coisas diferentes como se fossem iguais. Comparar o telefone de disco com o iPhone é complicado, já que o iPhone é um computador de tamanho reduzido, que entre seus aplicativos tem um telefone. Aí podemos observar o contrário, comparando o iPhone com um computador de antigamente: eu não preciso desligar ou reiniciar quase nunca, ele cabe no meu bolso etc.</p>
<p>Eu acredito que a verdadeira questão seja como lidar com a contradição entre a necessidade de uma interface simples e o aumento do &#8220;poder&#8221; dos aparelhos. Obviamente eu não tenho resposta nenhuma, mas, assim como o Marco, mais problematização:</p>
<p>Antes do iPhone eu usava um Motofone F3 (<a href="http://prati.ca/2007/07/16/motofone-f3-design-lindo-e-simples/">veja aqui meu artigo sobre sua interface</a>). Ele sim, tem uma interface tão simples quanto a de um telefone de disco. Basta digitar o número que você quer e apertar o botão verde. Na verdade, é ainda mais fácil, ele tem 9 posições na agenda relacionadas às nove teclas, basta segurar o botão 1 e ele já liga para aquela pessoa. Não é à toa que ele é apelidado de moto-vô, já que sua simplicidade deu acesso ao celular a pessoas de terceira idade que não enxergavam nem conseguiam usar outros modelos.</p>
<p>Acredito que as questões fundamentais sejam de mercado, não de burrice do designer. Sempre que eu vejo um design muito ruim feito por uma agência/estudio/profissional bom eu penso: ele deve ter tido meia hora para fazer isso, e com alguém gritando atrás dele.</p>
<p>O consumidor não pode usar dois ou três aparelhos, falar neles, entrar dados em sua agenda, etc, para comparar antes de comprar. Por isso, sua decisão de compra é baseada na tabela de features. Logo, quanto mais funcionalidades pelo preço mais baixo com um visual bacana, melhor o aparelho. Aí o que acontece é que, na ânsia de entuchar funcionalidades no treco, todas desenvolvidas pelo próprio fabricante, precisando lançar novidades (da moda) rapidamente, e a um preço baixo, o cuidado com a usabilidade vai pro beleléu. Isso sem falar da Obsolescência Programada &#8211; eu nem quero imaginar como é estar na pele de um designer que tem que projetar um produto para que ele não dure muito, para que ele se quebre em no máximo 2 anos.</p>
<p>Sobre o exemplo do DVD/Blue Ray, a questão ainda é de mercado. O monopólio dos padrões industriais por um punhado de mega empresas lhes dá um poder tão grande que não há nada que o consumidor possa fazer. Ao contrário da internet, uma plataforma aberta onde qualquer um pode fazer algo mais user-centric que você e ganhar por causa disso, nestes mercados fechados todos os players podem fazer aquilo que quiserem, não há interesse em tornar a vida do consumidor melhor porque ele não tem opção além de comprar um aparelho com aquele padrão.</p>
<p>A usabilidade está sempre em contradição com o poder do aparelho. Ambas fluem em um movimento contínuo onde cada parte avança sobre a outra. Quanto maior a quantidade de funcionalidades (poder), mais trabalho o designer terá para adequá-las de modo que a interface seja simples. É comum ver saltos de qualidade, como os computadores com interface gráfica e mouse no lugar dos comandos, uma vez que seu sistema se tornou poderoso o suficiente para sustentar tal façanha.</p>
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		<title>Facebook Lite: menos e mais é mais</title>
		<link>http://prati.ca/2009/09/16/facebook-lite-menos-e-mais-e-mais/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 14:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilbertojr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[design de interface]]></category>
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		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[O Michel Lent comentou no viuisso, sobre o Facebook Lite: &#8220;menos é menos&#8220;. Eu concordo com ele. Como eu disse no post anterior, uma interface com menos opções pode fazer um produto ter mais valor para o usuário mesmo tendo menos funcionalidades que um produto similar com uma interface mais complexa.
No entanto, nem sempre uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-615" title="facebook platform" src="http://prati.ca/wp-content/uploads/2009/09/l19292868552_4948-200x200.jpg" alt="facebook platform" width="200" height="200" />O Michel Lent comentou no viuisso, sobre o Facebook Lite: &#8220;<a href="http://www.viuisso.com.br/2009/09/12/facebook-lite-porque-menos-e-menos/">menos é menos</a>&#8220;. Eu concordo com ele. Como eu disse no <a href="http://prati.ca/2009/09/14/facebook-lanca-versao-lite-copiando-o-twitter-copiar-e-feio/">post anterior</a>, uma interface com menos opções pode fazer um produto ter mais valor para o usuário mesmo tendo menos funcionalidades que um produto similar com uma interface mais complexa.</p>
<p>No entanto, nem sempre uma opção exclui a outra. O que o Facebook está fazendo com o Lite é o melhor dos mundos. De um lado o facebook completo, com muitos milhares de aplicativos sociais que geram mais valor para o usuário, sendo cada um deles novas funcionalidades para a rede e para interagir com seus amigos; de outro lado, o lite, para os momentos em que tudo que o usuário quer é dar uma olhada no que está acontecendo ou fazer um post rápido.</p>
<p>Falando de design, menos é mais. Sim. É preciso entender o que menos e o que mais. Menos funcionalidades é mais facilidade de uso. Mas é também menos valor de uso. Se o valor que o usuário dá para as funcionalidades básicas de um produto é muito maior que às funcionalidades &#8220;periféricas&#8221; ou complementares, a interface melhorada pela exclusão destas funcionalidades adicionais aumentará o valor total do produto acima do valor que ele tem com estas últimas.</p>
<p>No entanto, não estamos falando de um produto físico, com botões de plástico, mas de interfaces digitais e software. Estamos falando de um tipo de produto que pode mudar completamente suas características com um clique. Neste cenário, considerando uma análise séria de retorno sobre o investimento, é possível ter o melhor dos dois mundos: menos e mais. Um modo básico do produto, com uma interface limpinha, e outro modo completo, com mais funcionalidades. Aí pode-se acompanhar as métricas para ver o que, de fato, tem mais valor para o usuário.</p>
<p>O Michel disse:</p>
<blockquote><p>&#8220;Se eu não estivesse viciado em FarmVille e Texas HoldEm Poker, certamente adotaria, mas preciso voltar para a outra versão para poder jogar&#8221;.</p></blockquote>
<p>A Raquel Recuero, ao fazer <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/facebook_x_orkut_no_brasil_alguns_apontamentos.html">alguns apontamentos sobre orkut x facebook no Brasil</a> dá bastante crédito aos aplicativos como um dos fatores que fizeram do Facebook o fenômeno mundial que ele é:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Facebook não é hoje do tamanho que é por nada. Foi absolutamente inovador quando permitiu que os próprios usuários criassem aplicativos para rodar na plataforma. Com isso, criou uma massa especializada de usuários que inova constantemente os aplicativos, com novos jogos, mashups, ferramentas interessantes e etc. Isso agrega muito valor ao sistema do FB. Hoje, por exemplo, existem várias empresas que são baseadas em desenvolvimento de aplicativos para o Facebook. Com isso, gerou-se um motor de desenvolvimento interno: conforme os aplicativos geram interesse na ferramenta, mais usuários entram no FB por causa deles, mais o FB fica valorizado pelo número de usuários, mais estímulo têm os desenvolvedores para melhorar e desenvolver mais aplicativos inovadores que, por sua vez, vão gerar mais usuários e por aí vai.&#8221;</p></blockquote>
<p>Será muito interessante ver os resultados do facebook lite em comparação com o padrão, com o tempo e o impacto disso na concorrência com o Twitter.</p>
<p>(este artigo é continuidade deste: <a href="http://prati.ca/2009/09/14/facebook-lanca-versao-lite-copiando-o-twitter-copiar-e-feio/">Facebook lança versão Lite, copiando o twitter. Copiar é feio?</a>)</p>
<p>Update, 15h: não poderia deixar de citar que o Facebook anunciou hoje que está no azul, ou seja, entra todo mês no mínimo a mesma quantidade de dinheiro que sai do bolso, e que já passou de 300 milhões de usuários, segundo a <a href="http://ca.reuters.com/article/technologyNews/idCATRE58E7ZK20090916?pageNumber=2&amp;virtualBrandChannel=0">reuters</a>.</p>
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