Trolls não morrem de fome mas matam opiniões
Esta semana eu participei como convidado de um workshop sobre produtividade e web 2.0 na Visie. (update: veja o workshop inteiro, em vídeo) Tanto o workshop quanto o delicioso café-sem-café que rolou depois foram ótimos. Aprendi muito e tuitei bastante.
No final do workshop, o Elcio teve a coragem de falar mal do linux (eu nem me lembro o que foi que ele disse, mas ele é um super evangelista do linux e derramou muitos elogios ao OS além de critica-lo). Isso me lembrou a única vez que eu fiz a besteira de escrever um artigo não elogioso sobre o linux e pior, publicá-lo no webinsider.
Depois de centenas de comentários, li hoje mais uma postagem me batendo pelo mesmo motivo. O interessante é que este não me acusa de ser traidor do movimento ou coisa assim… Além da acusação tonta de escrever um texto opinativo num veículo que praticamente só publica opiniões, me acusa de alimentar os trolls.
Mas acontece que os trolls não morrem de fome.
Se ninguém alimentá-los eles vão ficar em silêncio, quietinhos, mas não vão deixar de existir. Vão ficar ali, olhando para nós a cada nova postagem, como uma censura fascista.
Penso em um assunto para uma nova postagem e logo o troll-censor que mora na minha mente ameaça: não diga isso ou os trolls vão te atacar!
Pior do que ser atacado é perder a liberdade.
Ora, se a ameaça dos trolls tira a minha liberdade de expressão, de dizer minha opinião sobre assuntos polêmicos e delicados, então os trolls são muito mais perigosos em silêncio do que quando atacam!
O poder que os trolls têm de acorrentar as minhas mãos para que eu não escreva o que eles não querem ler é muito pior do que as pedras que me atiram depois que escrevo.
Acho que o bordão devia ser mudado de não alimente para ignore os trolls. É claro que o provérbio-nerd não vai ser mudado, e seria empobrecido se acatassem minha opinião. Mas evitaria que algum desavisado saia dizendo por aí que não se deve escrever sobre assuntos polêmicos.
Os assuntos que mais gosto de falar são “política, religião e futebol”, nenhum troll vai me tirar essa liberdade!


Sem dúvidas que “pior do que ser atacado é perder a liberdade”. Por isso que não me furto de escrever sobre nada que queira, ainda que tenha consciência dos comentários que viram. Prefiro apagar comentários bestas/trolls a não escrever mais. No fim das contas, o blog é meu.
Ótimas conclusões…
Sr.
Como em todo lugar estamos cercados de opniões diversificadas. Nosso unico desafio é filtramos o que nos é benéfico naquele instante. Comentários apaixonados e por isso ao meu ver sem conteúdo não me interessam.
Porém, desde de que um comentário seja criativo e apresente uma nova otica sobre o assunto e melhor ainda preservando o bom humor e principalmente o respeito a liberdade de dizer o que penso… Podem falar merda, e/ou me xingar à vontade.
Eu vim ao mundo para ser feliz e não agradar a todos. Se sempre agradassem a todos a sua volta ainda estariamos nas copas das arvores.
Claro que existem pessoas que estão sempre anônimas e enchem o saco, mas sinceramente?! Eu acho um exagero e um drama isso tudo. Tem gente muito pior por aí e que não é vista nem chamada disso, muito pelo contrário: é tudo sutil, aparentemente ‘não-vampiresco’ e, no entanto, eles continuam ali a cada nova postagem esperando a oportunidade de juntar um grupinho pra massacrar quem escreveu, geralmente aquela pessoa que não precisa de um “comboio” nem de amiguinhos pra ser o que é. Então, essa é minha opinião sobre esse assunto. Além do mais, todos têm seu dia de “troll”. Inté. ;-)))
É a censura do politicamente correto em ação…Linux e Software Livre definiticamente entraram no panteão das minorias excluídas. Então, como todo grupo formado por minorias excluídas ou que se julgam assim, a auto-crítica é zero.