Somente 1% dos usuários participam, mesmo ?

Segundo o Guardian Unlimited está surgindo uma onda de pensamento que sugere que se você tem um grupo de 100 pessoas online, um criará conteúdo, 10 vão interagir com ele (comentando ou sugerindo melhorias) e os outros 89 vão apenas vê-lo. Será ?

A afirmação se baseia em estatísticas de sites como Youtube e Wikipédia. Mas será que, mudando o publico alvo, a facilidade de publicação de conteúdo, o tipo de conteúdo, entre outros parâmetros, a quantidade de usuários participando e criando conteúdo não muda junto ?

O Outrolado, por exemplo, tem 300 usuários cadastrados (em aproximadamente um mês de vida). Se somente 1% criassem conteúdo, teríamos três pessoas enviando matérias. No entanto nós temos mais 230 artigos e 100 links enviados, ou seja, quantidade de participações (criação de conteúdo) em um mês foi maior que a quantidade de usuários cadastrados. Não tenho dados concretos, mas pelo que acompanho, tenho certeza que a porcentagem de usuários que criam conteúdo é bem maior que 1%.

Entretanto, a despeito de uma lei com números fixos, é muito importante ter em mente que a maioria dos usuários vêm o conteúdo passivamente, uma porcentagem menor comenta/interage/vota e uma porcentagem menor ainda cria o conteúdo. Essa informação é muito util no planejamento de qualquer site colaborativo.

Peço aqui publicamente a opinião dos amigos que têm sites colaborativos (Fábio Seixas, Renato Shirakashi, Rodolfo Siroka… esqueci alguém ?) sobre sua experiência, em seus casos específico, quanto a esta regra do 1%. Peço também a opinião dos leitores: essas regras servem pra alguma coisa ?

Update: O outrolado teve 5000 visitantes únicos neste mês, 300 cadastro e 450 envios de conteúdo, o que bate razoavelmente com os números da matéria do guardian.

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» Publicado por Gilberto Jr , em 4/04/07 às 16:03 .
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12 Comentários sobre “Somente 1% dos usuários participam, mesmo ?”

  1. % de usuários que participam e geram conteúdo…

    O Gilberto Jr do Prática levantou a bola e eu vou dar minha contribuição. Ele questiona sobre o recente estudo do Guardian que mostra que apenas 1% dos usuários geram conteúdos dos sites colaborativos. Palavras do Gilberto: O Outrolado, por……

  2. Bruno Alves says:

    Gilberto, essa “regra” leva em conta todos os usuários, não somente os cadastrados.

    Se você levar em consideração todos que visitam o site, verá que o número chega a ser menor que o 1% :).

    A grande maioria só consome informação, a parcela que cria é pequena.

    Abraço

  3. Renato Shirakashi says:

    Olá,
    É o Renato do Rec6.

    O ponto crucial já foi levantado pelo Fábio e pelo Bruno. Usuários cadastrados não representam o total de visitantes. Se considerarmos o total de visitantes, talvez 1% seja até uma taxa alta. No Rec6, se considerarmos apenas os cadastrados, 99% já interagiram de alguma forma com o site, votando, comentando ou postando. Mas se considerarmos o total de visitantes, teremos algo em torno de 1% de usuários participantes.

    Você tem razão que, para criar sites colaborativos, isso deve estar bem claro. Logo no startup, é possível que se consiga taxas bem maiores que 1%, mas ao crescer, essa taxa deve tender a esse valor. Entender isso é essencial.

    Abs
    Renato

  4. Bom o pessoal praticamente já disse tudo. No começo a % de colaboração é surreal. Conforme o serviço vai crescendo a tendência é ter esta colaboração ativa tendendo a zero.
    Não creio que estes números digam muita coisa realmente… apesar de que vai depender do tipo de site.
    Eu encaro a questão da seguinte forma:
    Colaboradores ativos: Aqueles que geram conteúdo
    Colaboradores passivos: Não geram conteúdo diretamente, mas lêem, ouvem ou assistem e fazer um marketing boca a boca do teu serviço trazendo gente nova

    Como a tendência é ter o número de usuários registrados sempre maior (dificilmente um serviço remove/exclui usuários) a % de colaboradores tende a diminuir bastante.

    No final das contas o que vai importar realmente é a qualidade da colaboração. Se vc tiver um bom artigo e um bom link por dia, ou no caso do iJigg uma nova música ou um novo compartilhamento de peso, já é mais que o suficiente para manter a chama acesa.

    Falando de números (e é incrível pois o serviço está crescendo de uma forma absurda) temos:

    - 3 vezes mais músicas ouvidas em relação ao no. de usuários
    - 2% de posts (músicas novas)
    - 35% de músicas diferentes ouvidas (o iJigg toca em um dia mais músicas que uma rádio poderia tocar em uma semana supondo que não tivessem propagandas e só tocassem músicas diferentes uma atras da outra)
    - O número de comentários no entanto é baixo

  5. Gilberto Jr says:

    É… eu levei em consideração que para qualquer participação (comentário, voto, etc) no Outrolado o usuário precisa estar cadastrado. Levando em consideração os visitantes que não se cadastram, os números não devem ser muito diferentes disso mesmo. Tivemos 5000 visitantes únicos neste mês, 300 cadastrados, 450 envios de conteúdo (números arredondados).

    O que é importante, de qualquer maneira, é vermos que estes números mudam de acordo com o tipo de conteúdo, site, público, etc… Mesmo que não mudem muito.

    Muito obrigado a todos pela participação (e pela correção)!

  6. Ok. E apenas 1% dos usuários colaborando é o suficiente para o “site 2.0″ ser rentável? É uma pergunta meio genérica e relativa, mas respode aí….

  7. Gilberto Jr says:

    Ser ou deixar de ser rentavel não depende só do número de participantes. Mas pela experiência dos amigos que colaboraram acima, parece que 1% é suficiente, já que geralmente os visitantes estão na casa dos dezenas ou centenas de milhares.

  8. Não devemos levar esses número ao pé da letra. Pode ser que na média seja isso mesmo, mas outros números provam o contrário. Outra coisa, depende muito do público alvo. Se é um site 100% colaborativo, a porcentagem de pessosas que estão lá para colaborar deve ser maior que os que não estão. O Youtube, já é diferente pois muita gente não tem condições de fazer o seu próprio vídeo (por não ter acesso a máquinas digitais por exemplo ou por não saber como fazer) e prefere ficar o dia inteiro assistindo filme dos outros. Nesse caso, entramos na questão da facilidade escrita acima pelo Gilberto Jr.

  9. Marco says:

    Concordo com o Guilherme. Não devemos seguir a risca acredito que depende muito do assunto para a interação de cada um

  10. Este número parece ser uma tendência geral mesmo. Mas em ambientes que que a participação da comunidade é quase que compulsória o nível de participação tende a ser maior, evidente. Um exemplo são os cursos de EAD, com inscritos e programação.

    Mas desta questão podemos pensar em como as pessoas associam a aprendizagem a uma relação tutor – aluno, e não a um modelo participativo através de redes de blogs.

    Dúvido que grande parte deste 99% de visitantes assumam que “aprenderam” alguma coisa acessando blogs temáticos por exemplo.

  11. Gostaria de acrescentar que essa regra foi primeiramente introduzida pelo Nielsen, no texto “Participation Inequality: Encouraging More Users to Contribute” (http://www.useit.com/alertbox/participation_inequality.html).

    Vale a pena ler o artigo e perceber que não é um número mágico, pois o Nielsen fez uma avaliação de postagens em Blogs, Amazon e Wikipedia.

    Aproveito a oportunidade para divulgar meu blog: http://inovatron.wordpress.com/

  12. [...] 12th, 2007 Aconteceu semana passada uma discussão interessante sobre a questão da quantidade de usuários que efetivamente contribuem [...]

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